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Polícias
Sábado, 30 de março de 2019, 01h19

Delegado Claudinei alerta sobre crimes dentro do sistema prisional de MT


Representantes dos poderes executivo, legislativo e judiciário de Mato Grosso, nesta última quinta-feira (28), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá (MT), discutiram sobre a aplicação de melhorias no sistema prisional do Estado para viabilizar em oportunidades aos presidiários e, assim, prepará-los para retornarem ao convívio social após a finalização no cumprimento da pena estabelecida.

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Para o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) que exerceu por 17 anos na função de delegado da polícia judiciária civil em Mato Grosso, avalia a importância da aplicação de investimentos no sistema para que os presos não encarem novamente o mundo do crime e possam ingressar à sociedade com dignidade. "Quero ser parceiro em todos estes projetos de colocar o preso para trabalhar. Para que ele produza e trabalhe alguns dias para poder ter a remição da pena”, comenta.

O parlamentar considera que uma das preocupações existentes na área da segurança pública é o crime organizado que não está somente fora e, sim, dentro das penitenciárias de Mato Grosso. “Não temos detector de metais em todas as cadeias, em todos os presídios. Temos então que resolver o bloqueio de sinal de celular dentro do sistema prisional. Isso é uma coisa que tinha que ter sido resolvido há 10 anos, antes da facção criminosa ganhar mais força em Mato Grosso. Enquanto não resolver este problema de celular dentro das penitenciárias, as polícias vão ficar enxugando gelo aqui fora e a sociedade vai continuar pagando o preço”, explica Claudinei.

Encontro - Conforme o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), atualmente as 55 unidades penitenciárias do Estado contam com aproximadamente 12 mil presos e mais de 20 mil mandatos de prisão a serem cumpridos. Ele considera preocupante a situação, no instante que há em média 6 mil vagas disponíveis. Outro aspecto apontado pelo gestor público é referente o custo médio de um detido no sistema prisional. “Um presidiário no Estado custa em média 4 mil reais por mês. Em algumas unidades, chega a 16 mil reais por mês. É uma duríssima realidade”, enfatiza.

Mendes explica da importância de criar forças proativas em prol de um mesmo objetivo. “Somos muito mais fortes que um crime organizado. Faremos a nossa parte e tenho absoluta convicção que o poder legislativo fará a sua parte e o judiciário está aqui se apresentado e está fazendo além das suas atribuições”, esclarece.

Na ocasião também foi abordado entre os presentes sobre a possiblidade de um convênio junto à Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), a adesão ao Plano Nacional de Saúde que prevê a inclusão da população penitenciária ao Sistema Único de Saúde, investimentos educacionais com cursos profissionalizantes, sensibilização de empresários para reinserção dos reeducandos ao mercado de trabalho e o uso do fundo penitenciário para aprimorar o sistema penitenciário de Mato Grosso.

Realidade - De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP-MT) já é desenvolvido um trabalho com atividades laborais e de educação em diversas frentes no sistema penitenciário de Mato Grosso. Uma das ações é referente a promoção de ensino fundamental, médio e superior, oficinas de corte e costura, ateliê de artesanato, pintura, entre outros. Também, cerca de 400 reeducandos do regime fechado, aprovados em seleção interna e autorizados pela Vara de Execução Penal para saída do presídio, contam com remuneração pela prestação de serviço para empresas privadas e órgãos públicos. No entanto, todos são monitorados com tornozeleira eletrônica. 


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