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Polícias
Segunda, 31 de maio de 2010, 06h41

Acusado de mandar matar filho é indiciado e responderá em liberdade


O empresário e ex-superintendente da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Francisco Serafim de Barros, e seu filho caçula, Fabiano Leão de Barros, foram indiciados ontem em Mato Grosso do Sul por formação de quadrilha, crime previsto no artigo 288 parágrafo único do Código Penal. Foram indiciados pelo mesmo delito Florenço Rodrigues de Oliveira Neto, José Gonçalves de Moraes, Ademar Oliveira da Silva e Maxuel Silva dos Santos. Todos, inclusive Francisco e Fabiano, foram liberados na noite de ontem, domingo, na sede do Grupo Armado de Repressão e Roubos, Assaltos e Sequestros - em Campo Grande - MS - e responderão o crime em liberdade.

Os últimos quatro homens chegaram a ser contratados pelo empresário para matar Fábio Leão de Barros, também filho do ex-superintendente. O motivo seria a disputa de bens imóveis comprados com o dinheiro de um prêmio de R$ 29 milhões da Mega Sena, cujo ganhador foi Fábio, que acabou envolvendo o pai nos negócios.

Os apontados como "pistoleiros", a exemplo dos mandantes, conforme está no inquérito, negaram a intenção de concluir a pistolagem. Segundo o delegado Ivan Barreira, encarregado do caso, "de acordo com as provas colhidas, ficou caracterizado como crime apenas a formação de quadrilha".

Francisco, que era superintendente da FIEMT (Federação das Indústrias de Mato Grosso), é suspeito de mandar matar o próprio filho, Fábio Cézar Barros Leão (40), em Mato Grosso do Sul, por causa de um prêmio de R$ 28 milhões da Mega Sena, cujo montante teria sido depositado na conta bancária do pai

O delegado Rodrigo Yassaka informou que todos os envolvidos já estão em liberdade, menos o outro filho do empresário, Fabiano Barros, que continua preso. A prisão preventiva dos suspeitos vencia amanhã, e de acordo com o delegado o caso já está esclarecido.

A prisão foi decretada pelo juiz da comarca de Bandeirantes (MS) e cumprida na sede da FIEMT, em Cuiabá (MT). Segundo a investigação da Polícia Civil sul-mato-grossense, o empresário encomendou a morte do próprio filho e contou com a ajuda do caçula, Fabiano Barros Leão, que também foi preso no final da quinta-feira. Os suspeitos chegaram em Campo Grande na madrugada de ontem.

Fabio, declarou que jamais esperava ter a morte encomendada pelos familiares. "Onde se pode imaginar que o pai e o irmão vão matar um filho? A gente só vê isso na televisão, em filme. Minha cabeça está a mil", disse.

(com Agência Estado e Midiamax)




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