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Polícias
Sexta, 09 de julho de 2010, 05h15

Polícia encontra em Barão de Melgaço destroços de avião que caiu em 2002


A Polícia Civil retomou ontem as buscas aos destroços do avião monomotor agrícola que caiu na região de Barão de Melgaço, em janeiro de 2002. Nesta quarta-feira (07.07), policiais que estão na localidade de Mucambo, há dois dias, encontraram a cabine da aeronave bastante destruída devido à queda. As ossadas das duas supostas vítimas não foram localizadas, mas o avião é mesmo da empresa norte-americana Itagro.

Conforme o delegado Anderson Aparecidos dos Anjos Garcia, que acompanhou peritos ao local, nesta quinta-feira (08.07), a cabine é da cor amarela e foi encontrada de cabeça para baixo enterrada cerca de meio metro na terra e totalmente queimada. “Tanto que não encontramos nenhum adereço no interior da aeronave”, declarou Garcia.

Conforme o delegado, fragmentos de materiais (não se sabe se é humano) foram recolhidos para análise pericial. Garcia disse ainda que o local é de “dificílimo” acesso por se tratar de área do Pantanal e de mata fechada. “Vamos continuar com a varredura, no perímetro deste a primeira peça da fuselagem achada”, afirmou.

Já foi constatado que a inicial do prefixo do avião é “N”, a mesma do monomotor prefixo N90324, de propriedade da empresa binacional Itagro/Edson Flying (brasileira/norte-americana) e foi possível reconhecer o número “2”, que também está no prefixo. Numa outra parte dos destroços os policiais identificaram o nome da empresa Itagro.

As buscas pela polícia iniciaram após o dono de uma fazenda encontrar uma peça de fuselagem, cerca de mil metros do local onde foram encontrados os destroços do avião. Nas proximidades, policiais da Gerência de Inteligência Policial (GIP) localizaram um pedaço da asa e do flap do monomotor e passaram a fazer varredura num raio de mais um quilômetro do primeiro fragmento achado.

Segundo a empresa, a aeronave teria decolado de Campo Novo dos Parecis, em 11 janeiro de 2002, com destino à Goiânia (GO), e desapareceu na região de Santo Antônio de Leverger durante o trajeto, após um temporal. O piloto Roberto Machado Bonilla, na época com 23 anos, e a noiva Júlia Komori, nunca foram encontrados.

As informações levantadas pela polícia dão conta que o avião teria parado em Santo Antônio do Leverger (34 km ao Sul) para abastecer e depois seguiu viagem. Por estar com o tanque cheio pode ter explodido na queda, o que juntamente com o tempo, mais de 8 anos, acaba dificultando a localização de restos mortais das vítimas.

Um outro avião agrícola da mesma empresa seguia para Goiânia, mas decidiu voltar por causa da tempestade. As duas aeronaves estavam lado a lado e perderam contato na região de Santo Antonio do Leverger. A aeronáutica trabalhou com várias hipóteses para o sumiço do avião, como pouso forçado devido ao mau tempo e falta de combustível.

Os dois aviões viajavam para Goiânia (GO) para serem registrados no aeroporto da cidade devido à origem americana das aeronaves. O piloto morava com a namorada há poucos meses em Campo Novo do Parecis, onde iriam abrir uma filial da empresa.


 


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