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Mundo
Quarta, 18 de outubro de 2017, 07h36

Chile começa programa de reassentamento para acolher 120 refugiados sírios


O Chile é o mais novo país a reassentar refugiados da Síria. Sessenta e seis sírios — 32 crianças, 16 mulheres e 18 homens — chegaram na semana passada (12) à nação sul-americana, vindos do Líbano. Ao chegar em Santiago, o grupo foi recebido pela presidenta chilena Michelle Bachelet. O programa de reassentamento visa trazer 120 sírios do território libanês. Iniciativa é fruto de uma parceria entre o governo e a Agência da ONU para Refugiados, o ACNUR.

Os recém-chegados serão alojados em duas comunidades diferentes: Villa Alemana, localizada a cerca de cem quilômetros da capital, e Macul, na parte centro-leste da região metropolitana de Santiago.

“Nós parabenizamos o governo e a sociedade chilena por estenderem suas mãos em solidariedade aos refugiados sírios em situação de vulnerabilidade e por participarem na resposta da comunidade internacional para uma das maiores crises humanitárias desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou o representante do organismo das Nações Unidas para a América do Sul, Michele Manca di Nissa.

Adultos e crianças sírios receberão aulas intensivas de espanhol e ajuda psicossocial de profissionais do Vicariato da Pastoral Social Caritas, organização responsável por acompanhar e dar assistência aos refugiados em seu processo de integração.

Meninas e meninos frequentarão as escolas locais e jardins de infância a partir de março de 2018. Já os adultos receberão orientação para encontrar emprego. As comunidades anfitriãs também desenvolverão ações para facilitar o acesso dos refugiados aos serviços básicos.

O programa de reassentamento de sírios havia sido anunciado por Bachelet em setembro de 2014, no 69ª debate de chefes de Estado da Assembleia Geral. O projeto é a resposta do Chile à demanda já enfatizada por organismos como o ACNUR e ONU de que a comunidade internacional partilhe a responsabilidade pela crise de deslocamento forçado. Atualmente, o Chile abriga 1.736 refugiados formalmente reconhecidos, a maioria da Colômbia.

Desde 1999, o Chile já reassentou 480 refugiados, dentre eles colombianos, palestinos e refugiados da antiga Iugoslávia. Alguns deles já possuem a nacionalidade chilena.

Junto do governo chileno e do Vicariato da Pastoral Social Caritas, o ACNUR faz parte do grupo técnico que lidera os preparativos para o reassentamento. O ACNUR também apoia os esforços do Chile por meio do Mecanismo de Apoio Conjunto dos Países Emergentes em Reassentamento (ERCM, em inglês), entidade responsável por aprimorar programas de realocação implementados por nações menos experientes na condução desse tipo de estratégia. 


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