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Mundo
Sexta, 03 de novembro de 2017, 18h56

Iêmen: MSF reduz resposta ao surto cólera conforme número de casos diminui


O número de casos de cólera reportados nos centros de tratamento apoiados ou mantidos pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) reduziu significativamente desde o pico da epidemia no Iêmen. Como consequência, MSF está fechando a maioria dos seus centros de tratamento de cólera ou reduzindo a capacidade dos mesmos.

O número semanal de admissões em centros de tratamento de cólera de MSF no Iêmen diminuiu de 11.139 na terceira semana de junho – pico do surto – para 567 na segunda semana de outubro.

Apenas 9% dos pacientes admitidos por MSF na última semana precisaram ser hospitalizados e um número limitado de pacientes ainda apresenta sintomas que correspondem à definição de casos de cólera (diarreia aguda aquosa acompanhada ou não de vômitos). Os casos remanescentes são considerados decorrentes de outros agentes patogênicos.

“Em algumas regiões, como Khamir, nenhum caso positivo foi confirmado desde o início de setembro”, explica Ghassan Abou Chaar, coordenador-geral de MSF no Iêmen. “O surto de cólera não terminou, mas não é mais nossa prioridade médica no país. Contudo, isso não deve ocultar as condições de saúde desastrosas de milhões de iemenitas que não conseguem ter acesso a cuidados básicos de saúde”.

Desde o início da epidemia, MSF recebeu mais de 103 mil pacientes em 37 centros de tratamento de cólera e postos de reidratação oral. No pico da epidemia, MSF estava empregando ou oferecendo compensação fiscal a 685 profissionais de saúde adicionais para tratar pacientes com cólera.

“Agora, é essencial implementar um sistema adequado de monitoramento, com forte vigilância e acompanhamento de casos de cólera e uma capacidade maior de confirmação. Sem investimentos adequados e oportunos por parte de agentes humanitários, a ressurgência do surto de cólera pode ocorrer”, diz Chaar.

Trinta meses de guerra, altos preços de bens de consumo e desemprego tiveram consequências dramáticas para a população. Muitos pacientes só chegam a instalações médicas quando sua situação de saúde é crítica, porque não conseguem pagar por transporte. Mulheres frequentemente têm seus filhos em casa, especialmente nas áreas remotas, e só procuram assistência médica em caso de complicações. Além disso, o número de crianças gravemente desnutridas é alto.

A falta de pagamento de salários a profissionais de saúde pública nos últimos 13 meses afetou profundamente o sistema de saúde, forçando médicos, enfermeiros e outros agentes de saúde a procurarem fontes alternativas de renda. A quantidade de doenças e mortes evitáveis está aumentando no Iêmen e isso pode ser atribuído, em parte, à crise dos salários.

O Iêmen é um dos maiores programas de MSF em todo o mundo. A organização emprega quase 1.600 profissionais iemenitas e oferece suporte financeiro a 1.160 profissionais do Ministério da Saúde, além de profissionais diários casuais.
 


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