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Mundo
Domingo, 19 de novembro de 2017, 16h11

Campo na Jordânia inaugura maior usina de energia solar construída em assentamento de refugiados


O campo de Zaatari, na Jordânia, fez a mudança para energia limpa no dia 13 de novembro, inaugurando a maior usina de energia solar já construída num campo de refugiados. Foto: ACNUR/Yousef Al Hariri

A maior usina de energia solar já construída em um campo de refugiados foi inaugurada no início da semana (13), na Jordânia. Instalado nos arredores do acampamento de Zaatari, o sistema levará mais energia para mais de 80 mil refugiados sírios que vivem no local. A nova fonte de energia também vai permitir à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) economizar cerca de 5,5 milhões de dólares. A verba será reinvestida em outros projetos de assistência.

Juntas, as 44 mil placas fotovoltaicas da usina, espalhadas em uma área equivalente a 33 campos de futebol, têm capacidade de 12,9 megawatts. A estrutura foi implantada pelo governo da Alemanha e pelo Banco Alemão de Desenvolvimento KfW a um custo de 15 milhões de euros.

Segundo o representante do ACNUR na Jordânia, Stefano Severe, a operação da usina ajudará a manter a assistência humanitária de cerca de 650 mil refugiados sírios registrados no país de acolhimento.

“A usina solar vai diminuir muito os gastos com energia que o ACNUR tem, gastos que serão reinvestidos em outras necessidades urgentes. Com a crise de refugiados da Síria chegando ao seu sétimo ano, as doações estão menores, o que faz com que essa economia seja essencial para que o ACNUR possa continuar a garantir assistência aos refugiados no campo de Zaatari e outros lugares”, explicou.

Com o recurso à energia solar, a agência da ONU estima ainda que será possível cortar 13 mil toneladas em emissões de gás carbônico do total anual gerado pelas atividades do campo.

O organismo internacional ressalta que o fornecimento de eletricidade é essencial para a qualidade de vida dos habitantes de Zaatari, garantindo a iluminação dos abrigos, a conservação e o armazenamento de comida e condições adequadas de higiene. Contudo, anteriormente, as altas despesas com iluminação forçavam o racionamento do uso de energia entre seis a oito horas por dia após o pôr do sol.

A usina de energia solar vai garantir às famílias cerca de 12 a 14 horas de eletricidade por dia. Habitantes do campo afirmam que mais tempo com eletricidade melhorará a rotina.

“Agora, vou poder lavar a roupa durante o dia ao invés de ter que fazer à noite, quando não seca. Muitas vezes, ficamos doentes por vestir as roupas ainda molhadas”, explica Ilham, refugiada síria e mãe de três crianças. “É também mais seguro para minhas crianças. Isso significa que elas vão poder ficar em casa e fazer sua lição de casa ou assistir à TV, em vez de brincar na rua durante à noite.”

A construção da usina gerou emprego para trabalhadores locais da comunidade da Jordânia e para outros 75 refugiados sírios que vivem em Zaatari e dependem de trabalho para garantir sua renda.

Gasem, de 31 anos, vive no campo desde 2012. Ele participou da instalação das placas logo no início do projeto, em abril deste ano. “Eu e outros refugiados sírios que trabalham neste projeto fomos muito beneficiados pela experiência. Nós desenvolvemos conhecimento e habilidades técnicas, o que também me permitiu encontrar um trabalho em outro projeto de construção de usinas solares fora do campo”, conta.

Toda a eletricidade gerada pela usina será utilizada nos abrigos dos refugiados. O sistema está conectado com a rede nacional da Jordânia, o que significa que qualquer energia não utilizada volta para a comunidade local, ajudando o país a atingir suas metas de uso de energia renovável.


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