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Mundo
Sexta, 26 de janeiro de 2018, 10h24

Papa condena 'fake news' e destaca missão do jornalismo na luta em defesa da verdade


O papa Francisco condenou nesta quarta-feira (24) o "mal" das notícias falsas e o "uso manipulativo de redes sociais" e outras formas de comunicação, frisando que jornalistas, assim como os usuários de mídia sociais, devem evitar e desmascarar as "táticas de serpente" manipuladoras que fomentam a desunião para servir interesses políticos e econômicos. O pontífice ressaltou que vê o papel do jornalismo como "uma missão".

Os jornalistas, no entendimento do papa, têm a responsabilidade de eliminar as fake news. Ele afirmou ainda que o jornalismo deve estar "menos concentrado nas breaking news (notícias quentes) do que em explorar as causas subjacentes dos conflitos ... um jornalismo comprometido em apontar alternativas ao aumento de discussões e violência verbal".

As afirmações integram o documento denominado "A verdade vai te libertar - fake news e o jornalismo da paz", divulgado para o Dia Mundial das Comunicações Sociais da Igreja Católica, em 13 de maio. O teto foi produzido meses após um debate sobre o quanto as notícias falsas podem ter influenciado a campanha presidencial dos Estados Unidos em 2016 e a eleição do presidente Donald Trump.

Francisco destacou que, de acordo com a Bíblia, a primeira notícia falsa remonta ao início dos tempos, quando Eva foi tentada a comer uma maçã no Jardim do Éden com informações enganosas dadas por uma a cobra. "A estratégia desse inteligente 'pai da mentira' é a mímesis, uma sedução traiçoeira e perigosa que se abre no coração do homem com argumentos falsos e atraentes", disse Francisco.

As mentiras, de acordo com Francisco, se espalham tão facilmente que nem mesmo as negativas oficiais das autoridades comumente não conseguem conter os danos causados, além de deixar muitas pessoas correrem o risco de serem "cúmplices indecentes na divulgação de ideias tendenciosas e sem fundamento".

"Essas notícias falsas, mas críveis são capciosas na medida em que alcançam a atenção das pessoas por apelarem para estereótipos e preconceitos sociais comuns, e explorarem emoções instantâneas como ansiedade, desprezo, raiva e frustração", disse Francisco.

O Papa também chamou atenção para a "educação pela verdade" que ajudaria as pessoas a terem discernimento, avaliarem e a entenderem as notícias para reconhecerem "a esperteza e perigosa forma de sedução que rasteja rumo ao coração delas com argumentos falsos e atraentes".

ANJ


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