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Mundo
Sábado, 07 de abril de 2018, 16h45

Enviado da ONU pede moderação antes de novos protestos na Faixa de Gaza


Antes dos protestos planejados para esta sexta-feira (6) na fronteira entre Gaza e Israel, o enviado das Nações Unidas no processo de paz do Oriente Médio pediu às forças israelenses que exercitem o máximo de contenção e aos palestinos para evitar atritos na Faixa de Gaza.

A área foi cenário de violência letal – com pelo menos 15 palestinos mortos – em meio a manifestações similares na última sexta-feira (30).

Em um comunicado nesta quinta-feira (5), o coordenador especial da ONU, Nikolay Mladenov, disse que está “seguindo com preocupação” os preparativos e a retórica para a chamada “Grande Marcha de Retorno” de sexta-feira em Gaza.

“Manifestações e protestos devem ser autorizados a prosseguir de maneira pacífica. Civis, particularmente crianças, não devem ser intencionalmente colocados em perigo ou alvejados de forma alguma”, ressaltou.

A advertência de Mladenov se segue à violência da sexta-feira, durante a qual milhares de palestinos marcharam para a fronteira de Gaza com Israel para protestar contra o bloqueio de longa data do enclave.

De acordo com relatórios do Ministério da Saúde da Palestina, 15 palestinos foram mortos e mais de mil ficaram feridos.

“Eu convoco todas as partes a evitar o confronto e exercer a máxima contenção. Eu particularmente exorto Israel a exercer extrema cautela com o uso da força, a fim de evitar baixas. Os civis devem poder exercer seu direito de se manifestar pacificamente”
António Guterres, secretário-geral da ONU

Algumas das vítimas foram mortas com munição real usada pelas forças de segurança israelenses. Outras vítimas seguiram os confrontos armados entre palestinos e forças de segurança israelenses, incluindo o bombardeio de um ponto de observação do Hamas.

Também houve relatos – do governo de Israel – sobre militantes tentando atravessar a cerca para tentar plantar explosivos. Os palestinos também teriam enviado uma menina de nove anos através da cerca, mas as forças israelenses conseguiram mandá-la de volta em segurança.

Após os acontecimentos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou a uma investigação independente e transparente sobre o incidente. O Conselho de Segurança também convocou uma reunião de emergência sobre o tema.

“Civis devem poder exercer seu direito de se manifestar pacificamente”
Nesta quinta (5), recordando os acontecimentos da sexta passada, Guterres reiterou “seu apelo a todos os interessados para que se abstenham de qualquer ato que possa levar a mais violência ou colocar civis em perigo, especialmente crianças”.

“Eu convoco todas as partes a evitar o confronto e exercer a máxima contenção. Eu particularmente exorto Israel a exercer extrema cautela com o uso da força, a fim de evitar baixas. Os civis devem poder exercer seu direito de se manifestar pacificamente”, afirmou o chefe das Nações Unidas.

Ela destacou a “urgência” de acelerar os esforços para retomar “negociações significativas” que permitirão que palestinos e israelenses vivam “em dois Estados democráticos lado a lado em paz e dentro de fronteiras seguras e reconhecidas”.

“Eu reafirmo a prontidão das Nações Unidas para apoiar esses esforços”, acrescentou Guterres.


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