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Mundo
Domingo, 15 de abril de 2018, 14h12

Agência da ONU elogia práticas brasileiras de conservação do solo


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O Brasil tem boas práticas de conservação de solos, como, por exemplo, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), mas é preciso divulgá-las ainda mais entre os agricultores, destacou nesta quinta-feira (12) o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, durante o seminário “Conservação de solo: Sustentabilidade na produção de alimentos e na segurança hídrica”, realizado em Brasília (DF).

A integração lavoura-pecuária-floresta é uma estratégia de produção agropecuária que reúne diferentes culturas para aumentar a produtividade do agronegócio de maneira sustentável. O evento foi promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em comemoração ao Dia Nacional da Conservação do Solo, celebrado no próximo domingo (15).

Bojanic participou do painel “Atuação da FAO como fórum multilateral no fomento à conservação de solos no Brasil e no mundo”. O representante da agência da ONU fez um alerta para o crescimento mundial de áreas degradadas e afetadas pela desertificação no mundo. “Trinta e três por cento dos solos no mundo estão degradados”, disse.

Segundo ele, a América Latina responde por 14% das áreas degradadas do mundo; o Caribe, por 26%, e a América do Sul, por 14%. Dezoito países latino-americanos têm mais de 20% de seu território degradado.

“A conservação dos solos é um tema muito importante para a FAO. Em 2015, tivemos o Ano Internacional dos Solos para poder conscientizar a sociedade civil e os responsáveis pela tomada de decisões sobre a profunda importância do solo para a humanidade”, afirmou Bojanic.

Segundo o representante da FAO no Brasil, 95% dos alimentos vêm da terra e, por isso, é tão importante a conservação dos solos para a sobrevivência da humanidade. A saúde do solo e sua fertilidade têm uma influência direta sobre o conteúdo de nutrientes de nossas culturas alimentares.

Ele também alertou para a necessidade de aumentar em 60% a produção de alimentos de qualidade já que, em 2050, a população mundial será 29% maior que a atual. O maior crescimento ocorrerá nos países em desenvolvimento, enquanto 70% da população será urbana.

Bojanic destacou a Parceria Mundial do Solo, formada por 400 integrantes, entre membros da FAO e parceiros. A ação visa promover a gestão sustentável dos recursos do solo e melhorar sua governança global para garantir produtividade sustentável; incentivar investimento, cooperação técnica, educação política e conscientização; e promover pesquisa sobre o tema.

O Dia Internacional do Solo, aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas de 2013, é celebrado anualmente em 5 de dezembro como forma de voltar as atenções para a importância da saúde dos solos e para a gestão sustentável de seus recursos.

 


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