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Mundo
Quarta, 09 de maio de 2018, 08h06

Iêmen: hospitais apoiados por MSF tratam vítimas de ataques aéreos em Sanaa


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Na manhã dessa segunda-feira, dia 7 de maio, uma série de ataques aéreos realizados pela coalizão saudita e pelos Emirados Árabes Unidos atingiram as proximidades de uma rua movimentada no centro de Sanaa, capital do Iêmen. Os ataques, que tiveram como alvo o escritório presidencial do Iêmen, localizado perto de um hotel, farmácias, bancos e lojas, resultaram na chegada de pelo menos 72 feridos e seis mortos em dois hospitais apoiados por Médicos Sem Fronteiras (MSF).

“Civis, incluindo crianças, foram mortos e mutilados porque estavam no lugar errado na hora errada”, disse o português João Martins, coordenador de MSF no Iêmen. “Ninguém deveria viver com medo de ser bombardeado. Mais uma vez, estamos vendo em hospitais civis vítimas de ataques aéreos lutando para sobreviver.

Uma equipe médica de MSF que visitava um dos hospitais no momento do ataque relatou que os bombardeios ocorreram em uma rápida sucessão. As vítimas foram imediatamente transferidas para hospitais próximos, incluindo os hospitais Al-Gomhoury e Al-Thawra, apoiados por MSF. Relatórios médicos registram atendimentos a pacientes com ferimentos críticos causados por estilhaços. Entre as vítimas havia uma criança morta e três feridas.

“Alguns dos feridos chegaram de ambulância e outros de motocicleta”, disse o dr. Abdulfatah Al-Alimi, médico do projeto de MSF em Sanaa, que chegou ao hospital Al-Gomhoury pouco antes do primeiro ataque. “Alguns dos pacientes sofreram traumatismo craniano e outros tiveram suas pernas feridas por estilhaços. Havia todo tipo de lesões. Eu vi uma jovem tentando entrar na sala de emergência; ela não sabia se encontraria seu pai vivo ou morto."

Ambos os hospitais tinham estoques médicos fornecidos por MSF, que foram consumidos rapidamente. MSF enviou suprimentos adicionais aos dois hospitais, além de um psicólogo para fornecer apoio de saúde mental aos pacientes e a suas famílias no hospital Al-Gomhoury.

Os feridos realizavam seus afazeres diários no momento do ataque. Shehab, um estudante de 17 anos, estava voltando da escola depois de uma prova. Ele acabou perdendo muito sangue em consequência dos ferimentos. Akram, um varredor de rua de 19 anos, teve ferimentos na cabeça e nos ouvidos. Já Dawood estava comprando remédios em uma farmácia local quando foi ferido.

Hussein, de 30 anos, teve ferimentos por estilhaços na cabeça, nas mãos e nas costas. “Eu vim pegar minha ajuda financeira para o transporte, que recebo do trabalho. No caminho, fui atingido por um ataque aéreo e me machuquei. Não sei o que aconteceu com meus outros colegas”, disse ele.

Na manhã de hoje, médicos dos dois hospitais ainda tratavam pacientes feridos pelo ataque.

“Quando ocorre uma chegada em massa de pacientes feridos, como neste caso, a fragilidade do sistema de saúde se torna visível, assim como sua importância crítica para os civis presos no conflito”, ressalta o dr. Al-Alimi.


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