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Mundo
Quinta, 14 de junho de 2018, 12h51

Apesar do melhor desempenho dos jornais, imprensa dos EUA é desafiada a se adaptar à era digital


Ainda que grandes diários como The New York Times, The Wall Street Journal e The Washington Post comemorem avanços significativos em suas carteiras de assinantes na internet e, também, na publicidade online, a maior parte dos jornais dos Estados Unidos encontra-se um passo atrás, enfrentando grandes dificuldades impostas pela era digital, marcada pela ação do duopólio formado por Google e Facebook. O quadro ainda é sombrio, dentro de uma crise iniciada no começo dos anos 2000, mas há alguns sinais de avanço, tais como o crescimento no faturamento com circulação (audiência) e a cada vez maior participação da publicidade online nas receitas globais.

Esse é o cenário demonstrado pela pesquisa anual do Pew Research Center, State of the News Media, divulgada nesta quarta-feira (13). A receita total estimada com circulação (digital mais impresso) foi de US$ 11 bilhões, um aumento de 3% em relação a 2016. O total estimado de receita de publicidade da indústria de jornais em 2017, diz o estudo, ficou em US$ 16,5 bilhões, com base na análise do centro de demonstrações financeiras para empresas jornalísticas de capital aberto. A cifra é 10% inferior que a de 2016.

A publicidade digital foi responsável por 31% dos rendimentos totais dos jornais com anúncios em 2017, com base nessa mesma análise de empresas jornalísticas de capital aberto. O percentual confirma a tendência de maior participação desse tipo de receita nos ganhos gerais dos veículos de comunicação – em 2016 era de 29% e em 2011, 17%.

O total estimado na circulação (audiência) dos jornais diários dos Estados Unidos (entre impresso e digital) em 2017 foi de 31 milhões de unidades nos dias de semana e 34 milhões nos domingos – quedas de 11% e 10%, respectivamente, em relação ao ano anterior. Os declínios foram mais elevados na circulação impressa: 11% durante a semana e 10% nos domingos.

A pesquisa explicita que a análise da circulação, ou audiência, digital é bem mais complexa – há fontes diferentes e, em alguns casos, nem todas as informações são fornecidas por alguns jornais – e permite interpretações diferentes. O estudo, entretanto, avalia que, com base em dados da Alliance for Audited Media (AAM) – que não inclui alguns dos grandes jornais, a circulação digital em 2017 recuou 9% nos dias da semana e outros 9% nos domingos.

O estudo ressalta, porém, que grandes diários colecionam índices de crescimento. The New York Times e The Wall Street Journal, por exemplo, registraram em 2017 ganhos de audiência digital de 42% e 26%, respectivamente, de acordo com os relatórios produzidos independentemente, além dos crescimentos já verificados em 2016. Se os resultados desses diários fossem incluídos no levantamento geral de 2016 e 2017, a circulação digital nos dias úteis teria aumentado 10%.

Isso também mudaria a imagem geral da circulação digital e impressa combinada, diz a pesquisa. A queda ano após ano seria menor. A circulação combinada entre impresso e digital nos dias de semana teria caído 4% em 2017, em vez de 11%.

Os números refletem os resultados dos 50 principais jornais diários dos Estados Unidos, que registraram média de 11,5 milhões de visitantes únicos mensais (em todos os dispositivos) no quarto trimestre de 2017, quase o mesmo que em 2016 (11,7 milhões). A média de minutos por visita para esses diários, com base na circulação, é de cerca de dois minutos e meio, praticamente o mesmo que 2016.

De acordo com o Bureau of Labor Statistics’ Occupational Employment Statistics, 39.210 pessoas trabalharam como repórteres, editores, fotógrafos ou editores de filmes e vídeos na indústria de jornais em 2017. Isso representa uma queda de 15% em relação a 2014 e 45% em relação a 2004. Em 2017, o salário médio anual dos editores norte-americanos foi de US$ 49 mil, enquanto o dos repórteres ficou em US$ 34 mil.

ANJ


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