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Mundo
Terça, 17 de julho de 2018, 12h22

Alto grau de desinformação nas redes sociais reforça tese da regulação das gigantes digitais


Nova pesquisa feita pelo órgão regulador da mídia no Reino Unido, o Escritório de Comunicações (Ofcom, na sigla em inglês), revela uma tendência preocupante entre os britânicos em meio à hiperinformação, predominantemente a partir das redes sociais: nesses ambientes, os consumidores de notícias dão mais valor à quantidade do que a profundidade dos conteúdos.

Muitos não se lembram de detalhes do que leram, enquanto outros alegam estar cada vez mais descrentes diante da avalanche de informação. Alguns, entretanto, se satisfazem com uma mera imagem para confiar em alguma postagem. O resultado do estudo, informou o site Press Gazette, colocou o Ofcom mais próxima da ideia de regulamentar grandes companhias de tecnologia, como Google e Facebook.

"O argumento para a supervisão reguladora independente de suas [redes sociais] atividades nunca foi tão forte", disse Sharon White, chefe do Ofcom, em artigo para o The Times. "As empresas online precisam ser muito mais responsáveis ??quando se trata de curadoria e policiamento do conteúdo em suas plataformas, onde isso pode prejudicar o público".

A pesquisa acompanhou 22 pessoas no Reino Unido com idades entre 16 e 67 anos, convidadas a acompanhar a mídia durante uma semana. Depois, a partir de entrevistas, observou-se que os pesquisados consumiram predominantemente suas notícias online a partir das mídias sociais, "muito mais rápidas".

Os entrevistados também descreveram sentimentos de estarem "sobrecarregados". O Ofcom alega que isso levou a um consumo mais passivo de notícias e a um foco na quantidade ao invés da profundidade. Muitos dos entrevistados não conseguiam lembrar os principais detalhes ou fatos dos textos que haviam lido.

Como parte da pesquisa, os entrevistados foram solicitados a serem mais “ativos” no consumo de notícias online e nas mídias sociais, expressando seus pensamentos em voz alta enquanto percorriam Facebook e Twitter, por exemplo. O Ofcom disse que isso levou alguns a perceberem que eles “não estavam realmente muito interessados ??em muito do que estava em seus feeds de notícias”, o que sustenta incapacidade de avaliar criticamente as notícias ou a fonte delas.

“Estou vendo as notícias há alguns anos e você começa a perceber quando não parece legítimo", disse um participante. Outro acrescentou: "Eu não pensaria em verificar algo, apenas tenderia a assumir isso, e assumir que é autêntico". Para um usuário, incluir uma imagem foi suficiente para dar credibilidade a um texto. "Se eu olhar para um artigo de notícias e ele tiver uma imagem, eu diria que sim, é confiável. Esse é o meu atalho”.

Em pesquisa separada, o Ofcom revelou que muitas pessoas não entendem termos como "notícias falsas" e "câmaras de eco", apesar de estarem cientes delas. Realizado com 96 participantes em todo o Reino Unido, o estudo revelou que, no meio digital, as pessoas têm mais informações, mas muitas vezes se sentem menos informadas, com a mídia social sendo a fonte de notícias menos confiável.

ANJ


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