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Mundo
Domingo, 19 de agosto de 2018, 11h41

ONU elogia reabertura de passagem comercial entre Israel e Faixa de Gaza


O secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou nesta quarta-feira (15) a decisão do governo de Israel de reabrir a única passagem comercial funcional entre o país e a Faixa de Gaza, que havia sido fechada à movimentação de mercadorias havia algumas semanas.

As equipes humanitárias da ONU esperam que cerca de 400 caminhões de ajuda consigam chegar a Gaza depois de a passagem de Kerem Shalom ter sido reaberta na manhã desta quarta-feira (15), quase um mês depois de ter sido fechada como resposta a ataques palestinos promovidos a partir do enclave controlado pelos militantes do Hamas e de protestos na fronteira.

Israel tem promovido bloqueios à Faixa de Gaza por mais de uma década, controlando estritamente o que pode entrar e sair do território, incluindo um bloqueio naval no Mediterrâneo.

O chefe da ONU também elogiou a decisão de permitir a pesca em uma área de nove milhas náuticas, frente a seis anteriormente.

“Ele está contente ao ver que os interessados ??responderam aos pedidos para evitar o impacto devastador de mais um conflito sobre a população civil em Gaza e nos arredores”, segundo um comunicado divulgado por seu porta-voz.

“O secretário-geral pede que todas as partes apoiem ??os esforços do coordenador-especial da ONU, Nickolay Mladenov, e do Egito para evitar uma escalada e tratar de todas as questões humanitárias em Gaza e do retorno da Autoridade Palestina a Gaza.”

A passagem de Kerem Shalom foi fechada no início de julho, depois que palestinos lançaram pipas incendiárias na fronteira com o sul de Israel, causando danos extensivos a propriedades e ampliando a ameaça de um conflito crescente.

Apenas alimentos, suprimentos médicos e limitados embarques de combustível foram permitidos na Faixa de Gaza.

Com o fornecimento de combustível e outros suprimentos essenciais diminuindo, os 2 milhões de habitantes de Gaza estão vivendo o que o escritório de assuntos humanitários da ONU, o OCHA, descreveu como “uma crise humanitária sem precedentes”.

Na semana passada, o escritório disse que cinco hospitais-chave em Gaza podem ter que fechar se o combustível para geradores de emergência acabar. Havia uma ameaça de que esgoto transbordasse nas ruas, devido à falta de energia para as instalações de tratamento.

A taxa de desemprego de Gaza está entre as mais altas do mundo, e a maioria de seus moradores depende de ajuda humanitária para sobreviver.

 


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