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Mundo
Domingo, 30 de setembro de 2018, 06h44

Na Assembleia Geral, Israel afirma que Irã mantém usina nuclear secreta


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fala durante a 73ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Exibindo fotografias no pódio da Assembleia Geral das Nações Unidas, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou na quinta-feira (27) o Irã de manter um armazém atômico secreto em Teerã, demonstrando intenção de desenvolver armas nucleares apesar do acordo alcançado com as grandes potências em 2015.

“Hoje, estou divulgando pela primeira vez que o Irã tem outra instalação secreta em Teerã, um depósito atômico secreto para armazenar enormes quantidades de equipamentos e material para o programa secreto de armas nucleares do Irã”, disse ele aos líderes mundiais no terceiro dia do debate anual da Assembleia.

O local, segundo ele, fica a cinco quilômetros de Israel, onde o país relatou ter apreendido mais de 100 mil documentos e vídeos relacionados a armas nucleares escondidos em cofres em um prédio em fevereiro deste ano. Netanyahu disse ter pedido ao chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, para “fazer a coisa certa — inspecionar este armazém atômico antes de os iranianos terminarem de limpá-lo”.

O Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA, na sigla em inglês) fechado por Irã, China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos e União Europeia estabelece mecanismos rigorosos para monitorar as restrições impostas ao programa nuclear do Irã, enquanto abre caminho para o fim das sanções da ONU contra o país.

Netanyahu, que desde o início se opôs ao acordo, disse que as autoridades iranianas agora estão “correndo de um lado para o outro” tentando limpar o local, removendo 15 quilos de material radioativo no mês passado.

“Agora, as autoridades iranianas que estão limpando o local ainda têm muito trabalho a fazer porque têm pelo menos 15 contêineres – gigantescos – cheios de equipamentos nucleares e material armazenado lá”, disse ele.

“Agora, como cada um desses contêineres pode ter 20 toneladas de material, isso significa que esse local continha até 300 toneladas de equipamento e material nuclear”, acrescentou ele, elogiando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por renunciar ao acordo, alertando os europeus contra o apaziguamento, e pedindo novas e duras sanções, como aquelas que os EUA imporão em novembro.

“Então, aqui está o que eu digo aos líderes europeus e a outros: em vez de abraçar os ditadores do Irã, junte-se a EUA, Israel e a maioria do mundo árabe apoiando novas sanções contra um regime que põe em risco todos nós em todo o mundo”, disse o primeiro-ministro Netanyahu.

“Eu também tenho uma mensagem hoje para os tiranos de Teerã. Israel sabe o que vocês estão fazendo, e Israel sabe onde vocês estão fazendo isso. Israel nunca permitirá que um regime que apele à nossa destruição desenvolva armas nucleares. Não agora, nem em 10 anos, nem nunca”, enfatizou, acusando o Irã de usar o dinheiro obtido com o levantamento de sanções para espalhar a morte e a destruição em toda a região.

Mas, disse Netanyahu, o acordo com o Irã teve pelo menos uma consequência não intencional e positiva. “Ao fortalecer o Irã, Israel e muitos países árabes se aproximaram mais do que nunca de uma intimidade e amizade que eu não vi em toda a minha vida e que seria inimaginável há alguns anos”, declarou ele.

Em discurso no debate da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, criticou na terça-feira (25) a decisão de Donald Trump de retirar os Estados Unidos do acordo nuclear com o país do Oriente Médio. Para Rouhani, o atual governo norte-americano tenta paralisar as instituições internacionais. O chefe do Estado iraniano chamou o estadunidense a retornar às negociações, em vez de impor mais sanções.

Rouhani lembrou que o Irã honrou seus compromissos junto ao acordo nuclear, firmado em 2015 pelo país com os EUA, China, Rússia, Alemanha, União Europeia e Reino Unido. O tratado impunha mecanismos rigorosos para monitorar o programa atômico iraniano. Todos os 12 relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), lembrou o presidente iraniano, comprovam a conformidade das medidas adotadas pelo Estado após a adoção do texto.


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