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Mundo
Domingo, 21 de outubro de 2018, 16h35

ONU lança selo em homenagem ao brasileiro Sérgio Vieira de Mello


Em parceria com os Correios, o Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio) lançou nesta semana um selo para homenagear o brasileiro e ex-alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Sérgio Vieira de Mello. Funcionário das Nações Unidas por mais de 30 anos, o dirigente foi morto em 2003, em um ataque terrorista ao Hotel Canal, o complexo da Organização em Bagdá, no Iraque.

Vieira de Mello entrou para a ONU em 1969, quando estudava filosofia e ciências humanas na Universidade Panthéon-Sorbonne, em Paris. Seu primeiro emprego com a Organização foi junto à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O brasileiro trabalhou em operações humanitárias e de manutenção da paz em Bangladesh, Sudão, Chipre, Moçambique e Peru. Em 1981, assumiu seu primeiro cargo de alto nível, quando foi nomeado conselheiro político sênior para as forças das Nações Unidas no Líbano.

Posteriormente, Vieira de Mello ocupou outras posições de chefia no ACNUR, servindo como diretor do Escritório Regional para a Ásia e a Oceania e diretor da Divisão de Relações Externas. De 1991 a 1996, o brasileiro atuou como enviado especial do alto-comissário para o Camboja, onde desempenhou uma série de outras funções associadas à transição política do país asiático. O profissional também trabalhou como coordenador humanitário para a região dos Grandes Lagos da África.

Em 1996, o dirigente foi nomeado alto-comissário assistente da ONU para Refugiados. Dois anos depois, foi convidado para o cargo de subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários e Operações de Emergência, o cargo mais importante de coordenação humanitária da ONU.

Vieira de Mello também serviu no Kosovo e no Timor-Leste, antes de ser nomeado alto-comissário para os Direitos Humanos da ONU, em 2002. Menos de um ano depois, o brasileiro foi solicitado pelo então secretário-geral Kofi Annan para trabalhar como seu representante especial no Iraque. Em 19 de agosto de 2003, Sérgio e outros 22 colegas da ONU foram mortos no atentado ao Hotel Canal.

 

 


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