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Mundo
Quinta, 21 de fevereiro de 2019, 19h36

A RSF e o CPJ pedem que a Nicarágua liberte dois jornalistas acusados de terrorismo


A Repórteres sem Fronteiras (RSF) e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condenam a detenção de dois jornalistas independentes na Nicarágua. Eles pedem às autoridades da Nicarágua que os liberte imediatamente e suspendam todas as acusações feitas contra eles.

Miguel Mora e Lucía Pineda Ubau, dois jornalistas que trabalham para o canal independente 100% Noticias, foram colocados em prisão preventiva por "incitação à violência e ao ódio" e "promoção do terrorismo". Os jornalistas foram presos em 21 de dezembro de 2018, exatamente dois meses atrás, durante uma batida policial na redação, em Manágua.

 

"A detenção de Miguel Mora e Lucía Pineda e as acusações infundadas contra eles revelam de maneira flagrante a deterioração das condições de liberdade de imprensa na Nicarágua, afirmou Natalie Southwick, coordenadora do programa para América Central e do Sul do CPJ. Hoje, faz dois meses desde que Mora e Pineda estão atrás das grades, o que mostra a determinação do governo nicaraguense de sufocar as reportagens críticas. Pedimos às autoridades da Nicarágua que procedam à sua libertação imediata e acabem com as claras tentativas de criminalização do jornalismo."

 

Desde a sua detenção, Miguel Mora e Lucía Pineda foram colocados em confinamento solitário e não recebem nenhuma visita de suas famílias ou advogados há mais de um mês. De acordo com os relatórios, eles compareceram de forma rápida e repetidas vezes ao tribunal sem o direito a uma representação legal completa. A data da sua próxima audiência é 18 de março. Os dois estão sendo mantidos em prisões renomadas por suas condições difíceis, e a família e os advogados de Mora relataram que ele sofre de problemas de saúde devido à detenção.

 

"Cobrir as atividades políticas da oposição não pode, de forma alguma, ser considerado uma atividade terrorista. Não há motivo algum para que Miguel Mora e Lucía Pineda estejam na prisão, e nenhum jornalista da Nicarágua deveria estar lá, declarou Emmanuel Colombié, responsável pelo escritório da RSF na América Latina. O governo do presidente Daniel Ortega deve respeitar as garantias internacionais de liberdade de expressão, parar de perseguir a imprensa independente e permitir que esses jornalistas injustamente presos retornem ao trabalho sem medo de represálias violentas, interferência ou prisão. "

 

A Nicarágua está em 90º lugar entre 180 países no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa de 2018, publicado pela RSF.


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