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Mundo
Domingo, 24 de março de 2019, 09h52

Bolsonaro e Piñera rejeitam intervenção militar na Venezuela


Os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e do Chile, Sebastián Piñera, reiteraram hoje (23) a intenção de buscar um acordo pacífico para encerrar a crise que atinge a Venezuela. Ambos rejeitaram a possibilidade de intervenção militar na Venezuela. Também apelaram para a realização de eleições no país vizinho e a preservação dos direitos humanos

“[Reiteramos] o firme compromisso de continuar trabalhando, no âmbito do Grupo de Lima, pela busca de uma saída democrática e pacífica para a crise venezuelana, rejeitando energicamente qualquer ação que implique o uso da violência, sobretudo a opção de intervenção militar”, diz a declaração conjunta de ambos os presidentes.

Brasil, Chile, Estados Unidos e cerca de 50 nações apóiam Juan Guaidó, autodeclarado presidente da Venezuela, como líder legítimo do país. Guaidó fez um giro pela América do Sul e foi recepcionado por Bolsonaro e vários presidentes da região.

“[Reafirmamos] o compromisso de contribuir para restaurar a democracia na Venezuela, que requer a realização de eleições presidenciais livres e justas, conforme os padrões internacionais e sob observação internacional independente; a liberação de todos os presos políticos; e o fim da sistemática violação dos direitos humanos naquele país.”

Piñera e Bolsonaro ressaltaram a necessidade de Maduro autorizar o envio de ajuda humanitária para a Venezuela. “[Insistimos] igualmente, na importância que o regime de Nicolás Maduro autorize a abertura de canal de ajuda humanitária que possa atenuar a grave escassez de remédios e alimentos naquele país.” 


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