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Esporte
Sexta, 28 de abril de 2017, 12h52

Judocas brasileiros participam de Pan-americano no Panamá a partir desta sexta (28)


Atletas brasileiros vão participar do Campeonato Pan-Americano de Judô, na Cidade do Panamá, entre 28 e 30 de abril. O evento funcionará como um teste com novos nomes da equipe brasileira, que tem objetivo de preparar uma equipe para os Jogos de Tóquio, em 2020.

“Esse evento será um grande laboratório de observação, para entendermos como os mais jovens se comportam sob todos os aspectos: técnico, físico, psicológico, nutricional. Eles terão profissionais os acompanhando bem de perto para nos dar um parecer que nos ajude a melhorar a performance deles”, explica o gestor de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson.

Hoje há 42 atletas na seleção brasileira, incluindo os que competiram no Rio de Janeiro, sendo três por categoria de peso. Além deles, há um projeto paralelo em andamento com aproximadamente 15 judocas que tiveram bons resultados em mundiais pela equipe de base, mas que não conquistaram uma vaga na seleção principal. Os dois grupos deverão ser avaliados e convocados para próximas competições, de olho na renovação do time olímpico.

“Para o Pan, decidimos levar os atletas que têm experiência internacional, mas que são mais jovens. Talvez não possamos esperar o mesmo resultado que teríamos com a equipe principal. É uma competição com rivalidade e pressão muito grandes, e isso pode fazer diferença porque nossos maiores adversários, como Cuba, Estados Unidos, Canadá e Argentina, estarão com os principais atletas”, avalia Ney.

Foram convocados 18 brasileiros para o continental, número máximo permitido pela Federação Internacional de Judô. De todos eles, a única veterana é a campeã olímpica Rafaela Silva (57kg).

Rafaela Silva, eleita a melhor atleta de 2016 no Prêmio Brasil Olímpico, e medalhista de prata no Grand Prix de Tbilisi, na Geórgia, em março, passou pelo período de concentração com a equipe em Pindamonhangaba (SP) na última semana e afirmou o desejo de focar nos tatames.

“Eu quero competir o máximo possível para voltar 100% ao meu ritmo, porque a briga pela vaga olímpica já começou”, analisa, ainda impulsionada pela conquista no Rio. “Lembrar a sensação de estar no topo de um pódio olímpico, ainda mais dentro da minha casa, é o que me motiva a querer isso novamente”, comenta.

Promessas

Entre os mais novos, Stefannie Arissa Koyama (48kg) é apontada como uma das maiores promessas, tendo conquistado duas medalhas de ouro nas três competições internacionais que disputou pelo Brasil: o Grand Slam de Baku e o Grand Prix de Tbilisi. “Eu quero mais”, avisa, já sonhando com os Jogos de Tóquio. “É meu sonho. Quero ganhar lá na Olimpíada”, afirma a judoca de 21 anos.

Filha de brasileiros e com dupla nacionalidade, Koyama nasceu no Japão e pretende retornar à terra natal até terminar os estudos. “Vim em janeiro, quando estava em férias. Vou voltar em maio para o Japão e, quando terminar a minha faculdade, no ano que vem, eu volto para o Brasil e fico até 2020”, planeja a atleta, que compete na categoria ocupada até o ano passado por Sarah Menezes – neste ano, a campeã de Londres-2012 subiu para a categoria até 52kg.

O Pan-Americano vale 700 pontos no ranking para o medalhista de ouro, 490 para quem levar a prata, 350 aos medalhistas de bronze e 252 pontos para os quintos colocados.

Entre os dias 19 a 21 de maio, será a vez de a equipe mais experiente disputar o Grand Slam de Ecaterimburgo, na Rússia, que marcará o retorno da duas vezes medalhista olímpica Mayra Aguiar, a única que ainda não voltou a competir desde as Olimpíadas do Rio. 


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