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Esporte
Domingo, 02 de junho de 2019, 20h59

Firmino e Alisson chegam ?maiores? para a Seleção após título da Champions


Desta vez não teve Real Madrid, Sergio Ramos ou especialmente falha de goleiro que impedisse o Liverpool de conquistar a Champions League. E se levantou pela sexta vez a taça mais cobiçada do continente ao bater o Tottenham por 2 a 0, no sábado (01), um dos ineditismos foi a presença de brasileiros no elenco campeão dos Reds: Fabinho, Firmino e Alisson.

Do trio brasuca, somente Fabinho não foi convocado por Tite para a disputa da Copa América de 2019 – desafio que se inicia em 14 de junho. Uma escolha polêmica do treinador. Mas também é importante destacar o tamanho com o qual chegarão Roberto Firmino e Alisson: peças vitais em locais opostos do campo, tanto o goleiro quanto o atacante chegam muito maiores para vestirem a camisa da Seleção no torneio que será realizado no Brasil.

Sobre Alisson já não há muito mais a ser falado, uma vez que o gaúcho já era goleiro titular do Brasil antes mesmo de chegar ao futebol europeu. Entretanto, impossível não destacar que desde então o pupilo de Taffarel segue na espiral ascendente de evolução. Na Roma, foi um dos melhores jogadores por duas temporadas, e em seu ano de estreia pelo Liverpool o impacto foi imediato. No Campeonato Inglês, estipulou um novo recorde de jogos sem sofrer gols (21) e foi muito provavelmente o melhor em campo na final vencida contra o Tottenham – fazendo oito defesas, o maior número, sem sofrer gols, em uma final de Champions desde 2004.

Já Roberto Firmino, que entrou em campo sem estar nas melhores condições após se recuperar de uma lesão muscular, não faz, em números isolados, uma campanha tão marcante quanto a da última temporada. Em 2017-18, tanto o brasileiro quanto Salah e Sadio Mané fizeram mais gols e deram mais assistências. O problema, entretanto, era o desequilíbrio entre aquele ataque espetacular e uma defesa pouco confiável. Com estas questões reparadas após contratações e uma evolução no trabalho de Klopp, o trio ofensivo não foi tão espetacular. Mas o Liverpool melhorou como time e deixou isso escrito na história com o título europeu.

Um título que dá confiança e moral para Firmino. Dentre os jogadores com mais de dez jogos pela Seleção principal, até o último sábado o atacante revelado pelo Figueirense e com passagem pelo Hoffenheim era o único, dentre o grupo chamado por Tite para a Copa América, que não tinha nenhum título conquistado. O atacante vinha de excelentes participações na Alemanha e também na Inglaterra, mas não tinha até então o seu talento traduzido em taças. Isso mudou e o argumento é uma Champions League.

E se os gols e assistências diminuíram [de 27 para 16 e 16 para sete, respectivamente], outro argumento para deixar o torcedor animado é a melhora em outras funções. Firmino, que nesta temporada foi uma espécie de metrônomo ofensivo, voltando de sua posição centralizada para exercer muitas vezes uma função parecida à de um armador – abrindo espaços para Mané e Salah – acertou mais passes em média [saiu de 73% para 80,2%] e também demonstrou melhora na qualidade das finalizações [a média de 58,6% de acerto subiu para 61,4%].

Se Alisson chega para a Copa América com o status de melhor goleiro do mundo na temporada, Firmino se apresentará – ainda não se sabe o dia ou local em que ambos se juntarão ao grupo – com o maior título possível de clubes e como um jogador mais maduro. De certa forma, independentemente do que pode estar reservado para o Brasil no torneio que se avizinha, podemos dizer que de alguma forma que o Liverpool deu uma mãozinha para que tanto o arqueiro quanto o atacante chegassem com um status diferente, maior, para o próximo desafio.


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