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Esporte
Domingo, 23 de junho de 2019, 03h46

Seleção feminina da Argentina é recebida com festa em Buenos Aires


A Argentina provou neste sábado que foi uma das seleções mais carismáticas da Copa do Mundo Feminina na França.

A delegação do país chegou a Buenos Aires após ter sido eliminada na primeira fase e foi recebida com festa no aeroporto:

Depois de perder para a Inglaterra e segurar um empate contra o Japão, as argentinas foram para a última rodada contra a Escócia com chance de classificação.

O sonho quase virou pesadelo quando as rivais abriram 3 a 0 no placar, mas a Argentina conseguiu correr atrás e empatar o jogo com um gol de pênalti no fim da partida.

As vitórias de Camarões e do Chile nos dias seguintes, porém, tiraram qualquer chance da equipe de se classificar para as oitavas de final.

O ANO DAS MULHERES NO FUTEBOL ARGENTINO
O futebol feminino vive um ano histórico na Argentina.

A AFA, Associação do Futebol Argentino, anunciou em março que iria profissionalizar o futebol feminino no país. A medida passou a valer neste mês de junho, quando terá início o primeiro Campeonato Argentino profissional de futebol feminino da história. Antes os torneios eram amadores.

Segundo as regras determinadas pela associação, os 16 clubes que participarão do campeonato devem ter ao menos oito atletas com contratos profissionais e dentro do acordo coletivo de trabalho da categoria, exatamente como acontece com os jogadores do futebol masculino.

Cada clube receberá da entidade cerca de R$12 mil reais para arcar com as despesas. "Vamos seguir trabalhando para desenvolver o futebol feminino em todas as cidades", disse o presidente da AFA Claudio Tapia no evento que anunciou o novo torneio há alguns meses.

A decisão, excelente notícia para o futebol feminino da região, não veio sem luta. A batalha nos bastidores e a pressão sobre a AFA teve início em fevereiro, quando a jogadora Macarena Sánchez processou o seu ex-clube, o UAI Urquiza, e a AFA pela falta de profissionalização da atividade no país e pela situação precária de trabalho.

"Vivemos em um ambiente que nos exclui diariamente e que nos despreza. Boa parte da sociedade acredita que mulheres não são capazes de jogar futebol e que não deveriam ter o direito de praticá-lo", disse Macarena em uma entrevista ao jornal inglês The Guardian.

 


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