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Saúde
Domingo, 14 de maio de 2017, 12h59

Agência da ONU lembra importância de se promover saúde sexual e reprodutiva na região Norte


O representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Jaime Nadal, ressaltou durante o evento realizado no último dia 5, em Manaus a importância de se investir na região Norte do Brasil, onde a promoção e atenção em saúde sexual e reprodutiva e a prevenção do HIV/AIDS e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) ainda são grandes desafios.

“Há escassez de informações, dificuldade no acesso aos serviços, que são poucos e, muitas vezes, distantes, e as ações nem sempre estão adaptadas às necessidades locais. É preciso uma ação coordenada”, declarou Nadal.

As declarações foram feitas durante cerimônia de lançamento de documentário e série de reportagens “Amazonaids: Na fronteira de uma epidemia”, ocorrida na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. Os trabalhos são resultado da parceria entre o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a rede de produção jornalística Eder Content, tendo também o apoio do UNFPA.

O conteúdo resgata o trabalho da ONU no combate à epidemia de AIDS no Amazonas (Plano Integrado Amazonaids), especialmente nas cidades de Tabatinga, Atalaia do Norte e Benjamin Constant, na região do Alto Solimões.

Nadal chamou atenção para os dados do Amazonas em relação à AIDS: desde 2006, os índices de pessoas infectadas pelo HIV no estado ultrapassam a média nacional. Os números cresceram substancialmente entre jovens de 15 e 24 anos, homens que fazem sexo com homens e gestantes.

Segundo o Boletim Epidemiológico de HIV e AIDS do Ministério da Saúde, o Amazonas registrou, em 2015, uma taxa de casos de AIDS de 31,2 por 100 mil habitantes. O estado ficou atrás apenas do Rio Grande do Sul (34,7) e de Santa Catarina (31,9).

A diferença é que, enquanto a tendência do número de casos nos dois estados da região Sul é de queda, no Amazonas a situação a inversa: há um crescimento de 50% entre 2006 e 2015. O coeficiente de mortalidade por complicações relacionadas à AIDS aumentou em 45%.

Na opinião de Georgiana Braga-Orillard, diretora do UNAIDS no Brasil, os dados evidenciam que ainda há vários desafios a serem superados na região para que os serviços de prevenção, testagem e tratamento alcancem todas as pessoas. “Muitas pessoas deixam de fazer o teste ou o tratamento antirretroviral em suas comunidades por medo do preconceito. Por isso, ainda vemos índices altos de novas infecções e, infelizmente, muitos casos de mortes relacionadas à AIDS”, acrescentou.

A parceria entre o UNAIDS e a Eder Content resultou ainda em um webdocumentário de 20 minutos que apresenta, além de uma contextualização sobre o AMAZONAIDS, a história de Maria Paula, mulher trans peruana que cruzou a fronteira para buscar tratamento atirretroviral em Tabatinga. 

Brasil contra a AIDS

O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a oferecer acesso universal e gratuito ao tratamento contra HIV/AIDS. O sucesso das ações de estabilização da taxa de detecção do HIV e a diminuição de mortalidade por AIDS no período, no entanto, não foram suficientes para cobrir a lacuna da epidemia em algumas localidades e entre algumas populações-chave do país.

Os desafios dos programas na região do Alto Solimões, no Amazonas, são particularmente desafiadores devido a alguns obstáculos logísticos que a região oferece. Além disso, o estigma e o preconceito em torno da população LGBTI, de profissionais do sexo e de mulheres, somados à imensa diversidade cultural de seus povos e aos desafios de uma região de tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia (como a alta criminalidade e o narcotráfico), tornam ainda mais difícil a realização de um programa dessa envergadura.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) une esforços de 11 organismos da Organização das Nações Unidas, entre eles o UNFPA, para o enfrentamento da epidemia global de AIDS.


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