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Saúde
Sexta, 19 de maio de 2017, 12h28

Dia Nacional de Doação de Leite Materno: Brasil conta com a maior rede, mas tem carência


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Alberto Romeu
Da Redação

No Dia Nacional de Doação de Leite Materno, lembrado hoje (19), o Ministério da Saúde reforçou, por meio das redes sociais, que o ato pode salvar vidas, uma vez que cada 300 mililitros (mL) do alimento sustentam, em média, dez recém-nascidos. Em Cuiabá, o Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Universitário Júlio Müller é responsável pela captação, processamento, pasteurização e armazenamento do leite materno disponibilizado para o aleitamento de recém-nascidos e prematuros, que não podem ser amamentados pela mãe.

O Hospital tem 10 leitos de UTI Neonatal e 05 Leitos na Unidade de Cuidados Intermediários e Método Canguru. Por ser uma Maternidade referência para partos de alto risco, a ocupação dos leitos é elevado, aumentando também a demanda de leite materno. Isso porque os bebês vão crescendo e ganhando peso, o que eleva o volume da dieta das crianças.

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A unidade presta os seguintes esclarecimentos sobre as atividades:

Perguntas frequentes:

1. Quem pode doar?
As mulheres que tenham ter realizado o pré-natal, estar com todas as vacinas em dia para estar aptas para doação.

2. Onde doar?
O BLH fica nas dependências do HUJM, funcionando de segunda à sexta-feira, das 08h às 18h.

3. Como a doação é realizada?
A doadora pode entrar em contato pelo número abaixo. Será feita uma triagem de avaliação rápida para saber se a mamãe pode ser doadora. Será feito um cadastro e marcada a primeira visita no domicílio, quando a doadora receberá orientações técnicas para coleta e armazenamento domiciliar. As visitas são semanais.

4. Todo leite doado fica na unidade de saúde?
O HU não tem volume suficiente para distribuir para outros hospitais. O leite doado é usado na dieta nas crianças internadas.

5. Como obter mais informações?
Mais informações pelo telefone: (65) 3615.7203

A enfermeia Lidiana Borralho explicou ao PlantãoNews que é importante para as mães externas agendarem os atendimento para, além de mais comodidade, também evitar infecção cruzada e também não coincidir com dias de pasteurização. Os agendamentos devem ser feitos pelo telefone 65 3615.7203. Ela lembra que além de doadoras de leite, a unidade também precisa de potes de vidro com tampas de plástico para acondicionamento do leite coletado.

De forma voluntária contatos também poderão ser feitos pelo Instagran através do @bancodeleitehumanocba

 

A enfermeira Lidiane Borralho: envolvimento de profissionais da saúde, mães e os pequenos bebês é contagiante.

Em nível nacional


Na última terça-feira (16), o Ministério da Saúde, em parceria com a Rede Global de Bancos de Leite Humano, lançou a Campanha Doe Leite Materno. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a importância da doação, além de incentivar a prática entre mães que amamentam.

A amamentação, segundo o ministério, é o principal fator de redução da mortalidade na infância. A campanha prevê o aumento do número de novas doadoras voluntárias e também do volume de leite coletado e distribuído a recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados em todo o país.

Bancos de leite

Ainda de acordo com a pasta, o Brasil possui a maior rede de bancos de leite do mundo – 221 unidades em todos os estados, além de 186 postos de coleta. O alimento passa por controle de qualidade antes de ser distribuído e é fornecido de acordo com as necessidades de cada criança.

Dados do ministério indicam que, no Brasil, nascem cerca de 3 milhões de bebês por ano, sendo 332 mil prematuros ou com baixo peso (menor de 2,5 quilos). O recém-nascido, nesses casos, tem melhor chance de sobrevivência e recuperação quando a alimentação com leite humano é ofertada.

Baixo número de doações

A própria pasta admite que, apesar da mobilização, o número de doações no país ainda é baixo em relação à demanda. Atualmente, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano consegue suprir em torno de 60% da demanda para recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva.

“Isso significa que cerca de 40% dos bebês internados que precisam não podem contar com o leite humano na sua alimentação. Por isso, o Ministério da Saúde, em parceria com a rede, realiza todos os anos uma campanha para estimular quem amamenta a adotar a prática”, informou.

Como doar

Toda mulher que amamenta é considerada uma possível doadora de leite humano – basta estar saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira no processo. Quem estiver amamentado e quiser doar deve procurar o banco de leite mais próximo ou ligar para o Disque Saúde 136.

De acordo com o ministério, não existe quantidade mínima para fazer a doação. Já que um pote de 300 mL de leite humano pode alimentar até dez recém-nascidos internados, a mulher não precisa se preocupar em encher o pote para fazer a doação.

Antes da coleta, a orientação é que a doadora faça a higiene pessoal, cobrindo os cabelos com lenço ou touca, usando pano ou máscara sobre o nariz e a boca, lavando bem as mãos e os braços (até o cotovelo) com bastante água e sabão.

A doadora deve lavar as mamas apenas com água e, em seguida, secar com toalha limpa. O leite deve ser coletado em local limpo e tranquilo guardado em vidros com tampas de plástico de qualquer tamanho, devidamente esterilizados. O leite pode permanecer no freezer ou congelador da geladeira por até dez dias.


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