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Saúde
Quinta, 09 de novembro de 2017, 11h27

Boas práticas do Hospital Santa Rosa garantem certificação em normotermia e preparo de pele


A recordação de sentir frio, muito frio, é comum entre aqueles que passaram por uma sala de cirurgia – seja por conta de pequenas ou grandes intervenções. Apesar de atingir entre 50-90% dos pacientes no centro cirúrgico, este quadro precisa ser evitado. Estamos falando da hipotermia perioperatória não-intencional – com temperatura corporal abaixo de 36ºC.

 

Pois, basta que a temperatura corporal baixe mais de um grau durante a cirurgia para que a saúde do paciente entre em zona de risco com complicações imediatas, como alterações de coagulação, ou pós-operatórias, como infecções relacionadas à assistência à saúde.

 

Para proporcionar ainda mais segurança ao paciente cirúrgico e manter o padrão de excelência da instituição, o Hospital Santa Rosa investiu na promoção de novas práticas para manter a normotermia (temperatura normal do corpo) antes, durante e após a intervenção cirúrgica. Tanto que a instituição foi certificada recentemente pela empresa 3M do Brasil na categoria Diamante de Qualidade Assegurada no Preparo de Pele e Normotermia.

 

Conforme explica a coordenadora de Enfermagem do Centro-Cirúrgico do Hospital Santa Rosa, Elaine Goulart de Souza, tal reconhecimento é fruto de um processo que envolveu desde a elaboração dos protocolos – com o auxílio do gerente de enfermagem André Laske –, a capacitação técnica da equipe multidisciplinar (médicos anestesiologistas, cirurgiões, enfermeiros e técnicos de enfermagem) até a implantação de indicadores. Ao final, o Santa Rosa passou por uma auditoria da 3M para avaliar essas ações.

 

"Este é um desafio que começou em janeiro desse ano e culminou na conquista da certificação – que, por sua vez, irá contribuir para melhorar a qualidade na assistência, bem como a segurança do paciente. Estamos muito contentes, pois prezamos pelo constante bem-estar de nossos pacientes. Todos os colaboradores, independente do cargo, foram fundamentais na conquista desta certificação", ressalta.

 

NORMOTERMIA E PREPARO DE PELE – Elaine enfatiza que "manter a normotermia perioperatória de um paciente contribui para diminuir a taxa de infecção no centro cirúrgico, reduzir o risco de alterações de coagulação e necessidade de transfusão sanguínea, abreviar a estadia do paciente em recuperação, evitar o efeito prolongado de medicamentos anestésicos, bem como suavizar o desconforto no período de despertar pós-anestesia".

 

A instituição também implementou novos protocolos para o Preparo Adequado da Pele, tendo como objetivo prevenir Infecções de Sítio Cirúrgico (ISC), causadas por microorganismos introduzidos na ferida cirúrgica no momento do procedimento.

 

Entre as estratégias adotadas está o uso do campo cirúrgico incisional estéril e a tricotomia (o ato de remover os pelos) durante o preparo cirúrgico, sendo realizado com aparelho tricotomizador mantendo a integridade da pele e auxiliando na adesividade de eletrodos, placas eletrocirúrgicas e curativos – evitando também interferências no campo de visão do cirurgião.

 

FIXAÇÃO SEGURA DE CATETERES – O Santa Rosa também foi recertificado pela 3M do Brasil na categoria Diamante de Fixação Segura de Cateteres. O programa visa estabelecer um protocolo de fixação de cateteres para diminuir o desperdício e os custos para o hospital, preservar o conforto do paciente e alinhar as instituições de saúde com as recomendações internacionais.

 

Isto, tendo em vista que a Terapia Intravenosa (TIV) ocupa 75% do tempo dos profissionais de enfermagem e a falta de um protocolo sistematizado para a fixação segura acarreta aumento de complicações como a flebite, o extravasamento e as infiltrações, assim como pode elevar as taxas de infecções associadas.

 

ACREDITAÇÃO – Ao completar 20 anos, o Santa Rosa é o único hospital de Mato Grosso certificado pela Acreditação Canadense, nível Diamond – uma das principais certificações de qualidade em saúde no mundo. A instituição também é certificada em Excelência, Nível III, pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).

 


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