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Saúde
Quarta, 10 de janeiro de 2018, 23h02

Certificado internacional só será emitido com dose padrão


Viajantes internacionais que se destinam para as áreas de exigência do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia – CIVP, emitido pela Anvisa, devem tomar a vacina contra febre amarela em dose padrão, não fracionada. Isso se deve ao fato de os viajantes internacionais integrarem o grupo da população que não é indicado para receber a dose fracionada, junto com crianças de nove meses a menores de dois anos; pessoas com condições clínicas especiais (vivendo com HIV/Aids, ao final do tratamento de quimioterapia e pacientes com doenças hematológicas, entre outras) e gestantes. No ato da vacinação, os viajantes devem apresentar o comprovante da viagem para que possam receber a dose padrão da vacina.

Não será emitido CIVP, em hipótese alguma, para quem apresentar comprovante de vacinação com etiqueta referente a dose fracionada.

A Campanha de Vacinação contra Febre Amarela com doses fracionadas, lançada ontem (09) pelo Ministério da Saúde objetiva aumentar a cobertura vacinal do país. As vacinas fracionadas serão adotadas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, com o intuito de aumentar o número de doses aplicadas.

A vacinação de rotina continua da mesma forma, conforme orientação do Ministério da Saúde, nas demais áreas do país: dose única não fracionada para indivíduos que vivem nas áreas de recomendação da vacina e que nunca tomaram a vacina ao longo da vida e viajantes internacionais que irão para as áreas nas quais se exige comprovação vacinal.

Vale lembrar que as vacinas têm um período, que pode variar entre dez dias e seis semanas, para atingir a proteção esperada. No caso da vacinação contra febre amarela, o não cumprimento do prazo de proteção pode impedir sua entrada em alguns países. Por isso, vacine-se com antecedência.

As informações sobre dose fracionada podem ser encontradas na Página do Portal da Saúde www.saúde.gov.br, onde se encontram todas as informações sobre a doença, informe epidemiológico, mapa com a área de recomendação da vacina e orientações para gestores, profissionais de saúde e população.

O Ministério da Saúde continua a monitorar as epizootias para ação rápida contra febre amarela. O registro de macacos mortos ou doentes é de extrema importância para a vigilância, pois permite a identificação precoce dos indícios de transmissão do vírus.

Para obter informações mais detalhadas sobre as normas e rotinas para a Emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia – CIVP, o viajante deverá acessar a área de Portos, Aeroportos e Fronteiras do Portal da Anvisa.


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