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Saúde
Sexta, 02 de fevereiro de 2018, 11h34

Surto de febre amarela ainda é um mistério, mas CNM aposta na proatividade dos Municípios


Há alguns meses, o Brasil vem experimentando um dos problemas de saúde pública que estava longe dos Municípios: a febre amarela. O aumento repentino no número de casos da doença preocupa a comunidade. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) lembra os gestores municipais que a promoção de estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti é fundamental nesse momento.

O inseto já havia sido vetor da febre amarela urbana, por volta de 1940. Desde então, o Brasil não registrou nenhum caso da doença na cidade. Hoje, o que ocorre é um surto da febre amarela silvestre. O fato coloca os especialistas de saúde em alerta, pois as pessoas ao entrarem em contato com ambientes silvestres podem ser picadas pelo mosquito e contrair a doença, dando início ao ciclo no ambiente urbano.

Esse extravasamento de doenças consideradas silvestres, atingindo cada vez mais os seres humanos, ainda não tem explicação científica. No entanto, a CNM elenca alguns fatores que podem ter influenciado essas mudanças. Entre eles, a introdução das atividades humanas nas florestas, o aquecimento global que causa um desequilíbrio biológico natural, e a perda dos ambientes naturais devido à expansão urbana, o que aproxima os animas das áreas onde vivem os humanos.

Ainda assim, esses fatos não justificam o aumento das doenças. Como explica a Confederação, atualmente existem mais de sete mil parâmetros ambientais, climáticos e outros, que precisam ser estudados em profundidade para explicar o desequilíbrio.

Prevenção

Em menos de uma década, o Brasil experimentou outros de surtos de doenças fatais, como a dengue, a zika, a chikungunha, a microcefalia e, agora, a febre amarela. Apesar de diferentes, todas elas carregam o mesmo vetor de transmissão: o Aedes aegypti.

Por esse motivo, a entidade reforça a importância dos gestores municipais continuarem trabalhando campanhas para conscientizar a população, que precisa colaborar. O combate ao mosquito deve ser permanente.

 


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