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Saúde
Terça, 22 de janeiro de 2019, 21h13

Especialista brasileiro realiza estágio na Inglaterra para atualização em cirurgia oncológica


Entre os dias 4 e 8 de fevereiro, o Dr. Arnaldo Urbano Ruiz estará em Manchester, na Inglaterra, para um importante estágio no The Christie NHS Foundation Trust.

O médico cirurgião oncológico, especialista em doenças do peritônio, participará de um mini-fellow em uma das principais instituições mundiais em oncologia. Esta oportunidade é oferecida a profissionais de saúde experientes, dispostos a participar da rotina da instituição.

 

Arnaldo Urbano Ruiz

O especialista acompanhará cirurgias de carcinomatose peritoneal de sítio primário, colorretal e apêndice e tumores mucinosos, observando as novidades e atualizando conhecimentos, que serão colocados em prática assim que retornar ao Brasil.
O principal objetivo é aperfeiçoar ainda mais o tratamento de pacientes com carcinomatose peritoneal e outros tumores do aparelho digestivo, oferecendo melhores resultados e mais qualidade de vida.


Carcinomatose Peritoneal

A carcinomatose peritoneal é a disseminação de um câncer pela cavidade abdominal. A doença sai de seu órgão de origem e se espalha pelo peritônio, membrana de revestimento interno do abdome.

A carcinomatose pode se originar em órgãos como ovário, apêndice, intestino grosso (colón), reto, pâncreas, estômago, mama e também primariamente do peritônio.

De acordo com o Dr. Arnaldo Urbano Ruiz, cirurgião oncológico especializado em doenças do peritônio e coordenador do centro de carcinomatose peritoneal dos hospitais BP e BP Mirante, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, antigamente não havia qualquer expectativa de cura para o paciente com carcinomatose peritoneal, que levava à morte em decorrência de complicações, como a obstrução intestinal.

Hoje em dia, com as técnicas existentes, profissionais em constante capacitação e hospitais de referência para o tratamento da carcinomatose, o prognóstico pode ser diferente.

"Com o advento da cirurgia denominada peritoniectomia (cirurgia citorredutora) e a técnica de quimioterapia quente no abdome no intraoperatória, chamada quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC), alguns pacientes chegam à cura da carcinomatose. Outros, podem ser beneficiados com sobrevidas muito mais longas", afirma.

Cirurgia de alta complexidade

A cirurgia para a carcinomatose é extremamente agressiva e de alta complexidade, sendo comparada a um transplante de órgãos. Porém, com as técnicas existentes e os profissionais em constante capacitação, realizada em hospitais de referência para o tratamento da carcinomatose, o prognóstico pode ser bem diferente.

No procedimento, busca-se retirar toda a doença, o que pode levar muitas horas. O paciente passa alguns dias na UTI e depois segue internado por mais algum tempo, até a alta hospitalar.


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