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Agronegócio
Sábado, 19 de agosto de 2017, 19h38

Publicação reúne informações científicas sobre produção de banana no Acre


Dispor de conhecimentos tecnológicos sobre as diferentes etapas do cultivo da bananeira tem sido uma necessidade crescente dos diversos segmentos dessa cadeia produtiva no Acre. Para suprir essa demanda, a Embrapa lançou o Sistema de Produção de Banana, publicação que reúne informações e tecnologias desenvolvidas e adaptadas para a cultura no Estado. A obra, publicada em versão online, no primeiro semestre de 2017, representa uma rica fonte de consulta para pesquisadores, extensionistas, estudantes, produtores e profissionais de órgãos de fomento à produção agrícola entre outros públicos.

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O conteúdo contempla orientações técnicas para todas as etapas do cultivo da banana, desde a escolha da área, implantação e manejo do bananal, controle de pragas e doenças e manejo dos frutos na colheita e pós-colheita, considerando particularidades locais de clima e solo, até informações sobre o mercado da fruta. Além disso, incluem informações sobre coeficientes técnicos e custo de produção entre outros aspectos relacionados à bananicultura acreana.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Acre, Sônia Nogueira, uma das editoras da publicação, esse conjunto de informações é fruto do esforço coletivo de uma equipe multidisciplinar de profissionais da Empresa, nos últimos 30 anos. “Disponibilizar esse conjunto de informações, de forma sistematizada, visa contribuir para a melhoria da produtividade e qualidade da banana no Estado, com benefícios para as famílias rurais, por meio da elevação da renda, e para o consumidor, que poderá contar com frutos com melhor qualidade”, afirma.

Específico e abrangente

Segunda cultura permanente do Acre, superada apenas pela mandioca, a banana é a principal frutífera do estado. Cultivada em todos os municípios, ocupa uma área de sete hectares e representa fonte de trabalho e renda para mais de sete mil famílias rurais. Devido à importância socioeconômica da cultura, há mais de três décadas a Embrapa, em parceria com outras instituições, investe em ações de pesquisa e transferência de tecnologias com foco no desenvolvimento da produção no Estado. Entre as principais tecnologias abordadas na publicação, estão as cultivares (tipo prata e maça) resistentes a doenças e o método de controle químico da Sigatoka-negra, principal doença da bananeira.

Para o secretário de agricultura e pecuária do Estado, José Carlos Reis, o Sistema de Produção de Banana é uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento dessa cadeia produtiva por congregar dados científicos atualizados para a cultura. “É fundamental que distintos atores envolvidos com o setor produtivo, especialmente agrônomos e técnicos da extensão rural, se apropriem desse conhecimento e atuem como multiplicadores junto às comunidades rurais”, destaca.

Na opinião de Sônia Nogueira, o diferencial da publicação consiste em organizar, em um só lugar, uma gama de informações para facilitar o acesso a conhecimentos essenciais para a cultura. “Ao mesmo tempo em que permite conhecer aspectos específicos da produção local, proporciona uma visão geral sobre o cultivo da fruta, a partir de resultados de pesquisas desenvolvidas no Estado. Seguir recomendações da pesquisa é essencial para obter sucesso na produção”, afirma a pesquisadora.

A vasta oferta de conhecimento técnicos sobre a cultura da banana também poderá contribuir para a adoção de critérios necessários à implantação do Sistema de Mitigação de Risco (SMR) da sigatoka-negra no Acre, conjunto de medidas para controle da doença, instituído por portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com o objetivo de reduzir o impacto nas lavouras e possibilitar a produção. A sigatoka-negra representa um entrave para a comercialização da produção com estados considerados livres da doença ou que já implantaram o Sistema de Mitigação de Risco. Atualmente, a banana acreana é vendida apenas para Rondônia.

Disponível em formato digital, a publicação também ganhará uma versão impressa. Para acessar o documento em PDF, clique aqui


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