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Agronegócio
Sábado, 11 de novembro de 2017, 07h59

Novembro Azul: Palestra na Embrapa destaca mitos e verdades sobre o câncer de próstata


Empregados de vários setores da Embrapa Amapá, do administrativo aos laboratórios de pesquisas, participaram de uma palestra voltada a discutir os mitos e verdades relacionados ao câncer de próstata. O debate fez parte da programação da Comissão Local de Clima Organizacional e de Qualidade de Vida no Trabalho, alusiva ao Novembro Azul, na última quarta-feira, 8/11, no Auditório Tucuju. Para explicar sobre os fatores de riscos da doença, prevenção e formas de tratamento, foram convidadas a médica do trabalho, Maria Helena Araújo e as acadêmicas Anna Carla Lima e Luciana Disraelli, do curso de Medicina da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

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Entre os homens e mulheres que assistiram à apresentação e interagiram com as palestrantes, estava o pesquisador Rogério Alves. “Esta palestra veio em um momento muito oportuno, em que mundialmente acontece a campanha de combate ao câncer de próstata. Outro motivo da campanha é desmistificar o exame do toque retal e alertar os homens para a necessidade de realizar o exame e assim prevenirem a ocorrência deste mal que é um dos principais males que atacam a saúde do homem no Brasil e no mundo”. Rogério Alves elogiou a dinâmica da palestra, que constou de um quiz de perguntas e respostas sobre o conteúdo apresentado e assim como outros empregados, chamou a atenção para a ocorrência de outros tipos de cânceres que acometem os homens. “Várias pessoas apresentaram suas posições, colaborações e até testemunhos de colegas que já têm indicação de tratamento. Parabenizo a comissão organizadora e também a gestão da Embrapa Amapá, que já articulou com as palestrantes para repetir a apresentação no dia 17 de novembro, data do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata”.

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais frequente entre os homens no Brasil, atrás apenas dos tumores de pele. Somente entre 2016 e 2017, 61,2 mil novos casos foram estimados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença é o foco de mais uma edição da campanha Novembro Azul, que surgiu na Austrália em 2003 durante as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado em 17 de novembro. No Brasil, a campanha Novembro Azul foi iniciada pelo Instituto Lado a Lado Pela Vida e Sociedade Brasileira de Urologia e hoje envolve atividades em diversas instituições e entidades em todo o País. A próstata é uma glândula do sistema genital masculino, que pesa em torno de 20 gramas e tem formato parecido com uma castanha. Está localizada abaixo da bexiga e sua principal função é produzir um líquido que se mistura aos espermatozóides produzidos nos testículos e também a outro líquido que vem das vesículas seminais, para formar o sêmen.

Médica do trabalho prestadora de serviços na Embrapa Amapá, Maria Helena Araújo ressaltou que a prevenção deve fazer parte da rotina dos homens e mulheres. “No caso dos homens, os exames preventivos servem para verificar se existem alterações que precisam fazer com que o paciente seja acompanhado periodicamente com medicamentos e, no futuro se for o caso, com algum procedimento de cirurgia”. Quando diagnosticado na fase inicial o câncer de próstata apresenta mais de 90% de chances de cura.

Os exames recomendados são o PSA (Prova do Antígeno Prostático), o toque retal, exames de urina, ultrassonografia da próstata e endoscopia urinária. “Na Embrapa anualmente temos as solicitações e avaliações periódicas (previstas no Programa de Controle Médico e de Saúde Ocupacional) onde o homem com idade a partir de 45 anos tem a oportunidade de fazer os exames preventivos do câncer de próstata por meio do programa de saúde do trabalhador. Por meio do exame, avaliamos os riscos e é possível fazemos um diagnóstico precoce do câncer de próstata, que na fase inicial pode ser tratado e curado”, acrescentou a médica, lembrando que é importante vencer o tabu que ainda existe com relação ao exame do toque retal e fazer os exames anualmente.

A acadêmica de Medicina, Anna Carla Lima, chamou a atenção para a importância do rastreio da doença. “A maioria dos pacientes, quando apresenta sintomas da doença, já está no estágio mais avançado do câncer”. As estatísticas mostram que, quando os sintomas começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores estão em fase avançada, dificultando a cura. “É fundamenta procurar o urologista, fazer o rastreio e se for o caso, realizar o tratamento adequado inicial”. Ela lembrou que o câncer de próstata pode ser causado por fatores étnicos (a incidência em homens negros é maior), histórico familiar com câncer de próstata e obesidade. Homens que apresentam estes fatores de risco devem fazer os exames (PSA e toque real) a partir dos 45 anos. E aos que não possuem fatores de risco na família é recomendado iniciar o acompanhamento a partir dos 50 anos. A literatura médica aponta que os principais sintomas da doença na fase avançada são dores nos ossos, dores ao urinar, várias micções noturnas e presença de sangue na urina e no sêmen.

A acadêmica Luciana Disraelli falou dos tipos de tratamentos para cada fase da evolução do câncer da próstata. Quando a doença está localizada, ou seja, confinada à próstata, é preciso uma vigilância ativa por meio de acompanhamento clínico, é a fase de tumores pouco agressivos. Nesta fase também pode ser necessária a cirurgia (aberta, laparoscópica ou robótica) para retirada do tumor e radioterapia. Já nos casos em que os tumores ultrapassam os limites da próstata, são indicadas a cirurgia radical e a radioterapia. No estágio em que há metástase, a indicação é o tratamento clínico com hormonioterapia, quimioterapia e novas drogas orais. Para saber mais acesse o portal da Sociedade Brasileira de Urologia: http://portaldaurologia.org.br
 


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