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Agronegócio
Domingo, 18 de março de 2018, 06h38

Embrapa participa do 8º Fórum Mundial da Água


Brasília vai sediar, de 18 a 23 de março, o 8º Fórum Mundial da Água, maior encontro global sobre o tema. Organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo Ministério do Meio Ambiente, representado pela Agência Nacional de Águas (ANA), e pelo Governo do Distrito Federal, representado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), o evento será realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães e no Estádio Nacional Mané Garrincha. O objetivo do Fórum, realizado desde 1997, é contribuir para o diálogo do processo decisório sobre o tema água em nível global, visando ao uso racional e sustentável do recurso, a partir da participação de um amplo conjunto de atores de diferentes setores.

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Nesta oitava edição, são aguardados mais de dez chefes de Estado e de governo, além de empresas, organizações não-governamentais, academia e sociedade civil. A Embrapa marcará presença com o presidente Maurício Lopes, além de pesquisadores de diferentes unidades de pesquisa que participarão de sessões temáticas. O evento já tem mais de 7,5 mil inscritos de 150 países e deverá contar com cerca de 45 mil pessoas, contando o público que circulará pela Vila Cidadã, um espaço de entretenimento e educação gratuito e aberto à população.

“Não se trata apenas de um evento técnico-científico, mas de um processo de transformação contínuo para catalisar mudanças positivas para o setor de água, com abrangência mundial”, explica o pesquisador da Embrapa Cerrados (DF), Jorge Werneck. Ele é um dos representantes do Brasil no Comitê Diretivo Internacional (CDI), instância decisória máxima das ações do Fórum, e coordena a comissão que trata do Processo Temático, responsável pela preparação da programação temática do evento.

A programação conta com mais de 300 sessões temáticas e terá a participação dos maiores especialistas sobre o tema água em todo o mundo. As sessões estão divididas em nove grandes eixos: clima, pessoas, desenvolvimento, urbano, ecossistemas, financiamento, compartilhando, capacitação e governança. Estão incluídos debates relativos a mulheres, indígenas, diversidade, rios urbanos, agricultura familiar, áreas úmidas, saneamento, mudanças climáticas, energia, entre outros. A situação da água nas regiões da América, Europa, Ásia e Pacífico, África, Mediterrâneo e região árabe também será debatida.

“Queremos gerar contribuições para ajudar os países a atingirem as metas estabelecidas nos acordos internacionais, além de encorajar a formação de parcerias e alianças entre regiões”, destaca Werneck. Segundo o pesquisador, as ações do 8º Fórum Mundial da Água devem ir além de 2018. “Nosso objetivo é que não seja apenas um evento que acontece a cada três anos, mas um processo que ajude a inserir a água na discussão política em diversos países e que traga contribuições para a melhoria de ações diretas para resolver os problemas de água nas diferentes regiões do mundo”, afirma.

Programação

A Embrapa terá representantes em diversos momentos da programação do Fórum. O presidente da Empresa, Maurício Lopes, participa do painel de alto nível sobre “Água para a Agricultura e a Produção de Alimentos”, que será realizado dia 20 de março, às 9h. Serão discutidos tópicos como: tecnologias que apoiem o aumento da produtividade agrícola; uso eficiente da água na produção agrícola e alimentar; gerenciamento hídrico em toda a cadeia alimentar; resolução de conflitos entre vários usuários de água em diferentes contextos; mineração e uso de big data, informações espaciais e sensores no campo para otimizar a produção; verticalização de uso de água e a produção em novas áreas de desenvolvimento agrícolas; armazenamento de água para melhorar a disponibilidade para a produção; financiamento de infraestrutura para medição e gerenciamento de águas superficiais e subterrâneas.

O painel de alto nível terá, ainda, a participação do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi; do diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva; do ex-secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Tom Vilsack; da vice-presidente de Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial, Laura Tuck; e da Ministra da Agricultura, Pesca, Alimentação e Meio-Ambiente da Espanha, Isabel Garcia Tejerina.

No dia 19 de março, às 16h30, a chefe-geral da Embrapa Cocais (São Luís, MA), Maria de Lourdes Brefin, participará da sessão temática “Práticas de conservação da água e do solo para melhor produção alimentícia”. A sessão contemplará estudos de casos e discussões sobre formas bem-sucedidas de introduzir e implementar ferramentas e técnicas de disseminação de informações e tecnologia relacionadas ao aprimoramento das práticas de conservação do solo e da água e à disponibilidade de água em bacias hidrográficas.

O pesquisador Antônio Gomes Soares, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ), vai participar da sessão “Água e processamento de alimentos: redução, otimização e reuso de resíduos”, que será realizada no dia 20 de março, às 9h. Serão discutidas estratégias para contabilizar e reduzir as perdas de alimentos na cadeia de fornecimento, incorporando oportunidades de otimização e de reuso da água no setor de processamento de alimentos como uma abordagem complementar para reduzir o desperdício. Essas estratégias serão analisadas por meio de ferramentas e medidas de comparação para o processo de tomada de decisão.

No dia 21 de março, a partir das 9h, a pesquisadora Azeneth Schuler, da Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ), vai participar da sessão temática “Contribuição da gestão da água e do solo para mitigação das mudanças”, que vai debater sobre como a gestão da água e do solo podem contribuir efetivamente para a mitigação das mudanças climáticas e como acelerar a adoção de medidas para alcançar os objetivos globais até 2030.

Também no dia 21, às 14h30, o pesquisador Jorge Werneck será um dos palestrantes da sessão “Agricultura e serviços ecossistêmicos: produtores rurais podem salvar rios e ainda lucrar?”. A sessão abordará marcos políticos e ferramentas de gestão para integrar práticas rentáveis de produção agrícola de pequena e larga escala com funções ecossistêmicas relacionadas à água e melhor gestão de bacias hidrográficas. Werneck ainda coordenará, às 14h30 do dia 19, a Plenária de Abertura do Processo Temático. Já no dia 22, no mesmo horário, ele será responsável pela coordenação da sessão de Encerramento do Tema Desenvolvimento.

No dia 21, às 14h30, o pesquisador Lineu Rodrigues, também da Embrapa Cerrados, será um dos debatedores da sessão “Uso eficiente da água na irrigação - compartilhamento de água, energia e alimentos”. A sessão discutirá boas práticas implementadas no Rio Grande do Sul e na Bahia e irá compará-las com experiências da Ásia, com o objetivo de ampliar a produção de alimentos e reduzir os conflitos causados pela água.

Rodrigues também fará apresentações sobre a pesquisa com a Plataforma tecnológica para apoio ao manejo de irrigação e de recursos hídricos em bacias hidrográficas (PLATEMIRH) em dois momentos: no dia 20, às 15h na Expo; e no dia 22, às 12h, na Vila Cidadã.

Durante todo o período do evento, no Espaço Multiuso da Vila Cidadã e no Pavilhão Brasília na Expo, o pesquisador Paulo Fernandes, também da Embrapa Cerrados, estará junto com técnicos da Emater-DF, mostrando em realidade virtual tecnologias poupadoras de água adotadas no Distrito Federal. Entre essas imagens estão, por exemplo, cultura de hortaliças irrigada, cultura de feijão irrigado com pivô central e plantio direto em sistema orgânico.

Lançamentos

No dia 22 de março, será lançado o e-book “Contribuições da Embrapa para a implementação do ODS 6”, às 12h, no auditório da Casa Brasil, na Expo, local destinado aos pavilhões de países e empresas expositores. O livro digital apresenta o potencial das pesquisas e tecnologias da Embrapa para colaborar na definição e implementação de políticas, programas e ações que busquem o atingimento das metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6) das Nações Unidas – assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos.

O evento deve contar com a presença de Maurício Lopes, do ministro Blairo Maggi, de representante da ANA, entre outras autoridades. Após a abertura e a apresentação geral do livro digital, serão feitas apresentações de cada um dos temas abordados, mostrando soluções tecnológicas e estudos elaborados pela Embrapa e parceiros que podem auxiliar na busca pelo atendimento das metas relacionadas ao ODS 6.

Nos dias 19 e 20 de março, ocorrerá o lançamento do livro “Produtores de Água do Pipiripau”. O lançamento no dia 19 será, às 19h, no Espaço Multiuso da Vila Cidadã, e, no dia 20, acontecerá às 18h30, no Pavilhão Brasília, na Expo. O livro relata as experiências dos produtores do Núcleo Rural Pipiripau (DF) no Programa de Água, desenvolvido pela ANA. A Embrapa é parceira da ANA nesta iniciativa que busca a melhoria da quantidade e da qualidade da água em determinadas bacias hidrográficas.

Eventos paralelos

Durante o Fórum Mundial da Água, os expositores promoverão apresentações e eventos paralelos. No dia 21 de março, às 16h, no estande da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o pesquisador José Felipe Ribeiro, da Embrapa Cerrados, fará a palestra “Projeto Biomas: um exemplo de parceria público-privada na conservação da biodiversidade e da água”. Na palestra, Ribeiro vai abordar o conceito de conservação ambiental, bem como as ações do Projeto Biomas, desenvolvido pela Embrapa em parceria com a CNA, além da nova plataforma WebAmbiente.

A programação completa do 8º Fórum Mundial da Água está disponível na Internet (http://www.worldwaterforum8.org/) e no aplicativo oficial World Water Forum 8, disponível para sistemas iOS, na Apple Store, e Android, no Google Play.

Saiba mais

O Fórum Mundial da Água é organizado a cada três anos pelo Conselho Mundial da Água juntamente com o país e a cidade anfitriã. Ao todo, já foram realizadas sete edições do evento em sete países de quatro continentes: África, América, Ásia e Europa. Elas foram realizadas em Marrakesh (Marrocos, 1997), Haia (Holanda, 2000), Kyoto (Japão, 2003), Cidade do México (México, 2006), Istambul (Turquia, 2009), Marselha (França, 2012) e Gyeongju e Daegu (Coreia do Sul, 2015). Em 2014, a candidatura do Brasil foi selecionada, e Brasília foi escolhida como cidade-sede da oitava edição. Esta é, portanto, a primeira vez que o evento ocorre no Hemisfério Sul.

Fundado em 1996 e com sede permanente na cidade de Marselha (França), o Conselho Mundial da Água reúne cerca de 400 instituições relacionadas à temática de recursos hídricos em cerca de 70 países. O Conselho é composto de representantes de governos, da academia, sociedade civil, de empresas e organizações não governamentais. Tem como missão “promover a conscientização, construir compromissos políticos e provocar ações em temas críticos relacionados à água para facilitar a sua conservação, proteção, desenvolvimento, planejamento, gestão e uso eficiente, em todas as dimensões, com base na sustentabilidade ambiental, para o benefício de toda a vida na terra”.


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