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Agronegócio
Terça, 10 de julho de 2018, 08h34

Novas perspectivas para ovinocultura e caprinocultura em pauta no PECNordeste 2018


Cenário atual e perspectivas de sustentabilidade da ovinocaprinocultura no Nordeste foi o tema abordados pelos palestrantes Tadeu Voltolini, da Embrapa Semiárido, e Ana Clara Cavalcante, da Embrapa Caprinos e Ovinos, que encerraram a programação sobre caprinos e ovinos no PECNordeste 2018, neste dia 7 de julho.

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Voltolini apresentou a caracterização da atividade na região de Pernambuco. Segundo ele, a maior parte dos produtores pratica a pecuária extensiva, com 63% dependendo exclusivamente da caatinga. “Isso significa que para manter a sustentabilidade é preciso ter equilíbrio dos animais na vegetação a fim de evitar prejuízos ambientais com a superlotação”.

O pesquisador ressaltou que, em função das mudanças climáticas, é necessário que o produtor adote medidas para se adaptar à escassez ou excesso de chuvas. Como se preparar? O pesquisador aponta alguns caminhos: assistência técnica e crédito; eficiência bioeconômica para evitar perdas e aumentar a produtividade; além de tecnologias mais simples e mais fáceis de serem adotadas, que segundo ele são mais indicadas para sistemas extensivos. “Também é preciso uma nova relação com o ambiente, é preciso produzir e manter a terra para as futuras gerações, fazendo consórcio de culturas, recuperando áreas, manejando corretamente o pasto, enriquecendo a caatinga”.

A pesquisadora da Embrapa Caprinos e Ovinos, Ana Clara Cavalcante, abordou a inovação social e tecnológica para sustentabilidade da ovinocaprinocultura no Nordeste. Ela falou sobre a necessidade de intensificar, de forma sustentável, a eficiência dos sistemas de produção das propriedades rurais do Semiárido, que geralmente são de até 10 hectares.

De acordo com Ana Clara, o trabalho da Embrapa tem buscado ir além das inovações tecnológicas, porque estudos demonstram que apenas as tecnologias não são suficientes para mudar os índices de desenvolvimento humano e gerar desenvolvimento para a região semiárida. Entre os desafios a serem superados, a pesquisadora destaca o pequeno tamanho das propriedades; baixo nível de organização; a suscetibilidade dos produtores aos atravessadores; além de políticas públicas que incentivaram o aumento da produção e a organização do produtores, mas criaram certa dependência.

Ela afirma que o trabalho da Embrapa em prol do desenvolvimento rural sustentável tem o desafio de auxiliar os produtores em busca de autonomia e acesso a mercados. “O Brasil é muito grande, assim a Embrapa acredita na abordagem territorial, que leva em conta as particularidades e autonomia dos agricultores”.

Workshop discute resultados iniciais de projeto
No período da manhã, técnicos responsáveis pelas Unidades de Referência Tecnológicas (URTs) do Projeto Forrageiras para o Semiárido – Pecuária Sustentável reuniram-se em um workshop para apresentar os resultados alcançados no primeiro ano do projeto. Durante o encontro, eles falaram sobre as particularidades de cada local, o que foi alcançado até agora e os desafios a serem superados.

O projeto é realizado em parceria pela Embrapa e Confederação a Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e envolve municípios do Nordeste e norte de Minas Gerais, onde são testadas as espécies forrageiras para utilizadas no Seminário para a seleção das variedades com maior adaptação às condições da região.

Durante o PECNordeste, a Embrapa Caprinos e Ovinos também promoveu duas oficinas sobre o aplicativo Orçamento Forrageiro, que auxilia o produtor no planejamento da alimentação dos rebanhos, de modo a garantir a segurança alimentar dos animais.


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