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Agro
Sábado, 22 de junho de 2019, 14h59

Candidatos à direção da FAO se apresentam neste sábado em Roma


Os candidatos ao cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), agência especializada no combate à fome mundial, se apresentaram neste sábado (22) aos membros da 41ª Conferência da FAO. O evento foi aberto hoje e se estende até o dia 29 de junho, em Roma, na Itália.

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A sessão de escolha do novo diretor da agência será realizada neste domingo (23). Três candidatos concorrem ao posto: Qu Dongyu, vice-ministro da Agricultura da China desde 2015; Catherine Geslain-Lanéelle, ex-diretora do Departamento de Desempenho Econômico e Ambiental de Empreendimentos do Ministério da Agricultura da França; e David Kirvalidze, que foi ministro da Agricultura da Geórgia por dois mandatos.

Sob a liderança da ministra Tereza Cristina, uma delegação brasileira com integrantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento acompanha a conferência. A sessão deste sábado contou com a participação do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, o embaixador Orlando Leite, do representante do Brasil na FAO, Fernando Abreu, e do assessor especial, Francisco Basílio.

Propostas

Em sua apresentação, Catherine Geslain-Lanélle, apoiada pelos países da União Europeia, alertou que a fome vem crescendo no mundo e defendeu que “a FAO fique na vanguarda, sempre atenta à inovação, para garantir a segurança alimentar do planeta”.

A candidata francesa disse que não há outro órgão com esta função e declarou que, se eleita, prestará atenção às diferentes realidades dos países membros. Ela destacou ainda a importância da agricultura, da pesca, da floresta e do meio ambiente.

Já o candidato da Geórgia, David Kirvalidze, disse que é de um país pequeno, mas “grande de coração”. Ele se apresentou como o candidato da mudança, que conhece o campo e tem um plano de ação para acabar com a fome.

David, que já desenvolveu pesquisas nas áreas de proteção ambiental, ecologia e agronegócio, afirmou que quer “plantar as sementes de boas possiblidade e garantir liberdade para ter esperança”. Ele ressaltou que faltam meios para as pessoas se sustentarem e se comprometeu a não falhar com elas.

O candidato chinês, QU Dongyu, que tem o apoio do governo brasileiro, começou seu discurso defendendo que a FAO comece uma nova era. Ele disse que a inovação está em primeiro e segundo lugar no seu programa de gestão e defendeu fortemente o uso da tecnologia na agricultura, a chamada agricultura digital.

Para o candidato chinês, a FAO deveria denunciar os abusos que colocam em risco a segurança alimentar. Ele disse que, se eleito, fará reformas profundas na estrutura e no funcionamento das equipes da Fao para apoiar os estados membros.

QU Dongyu afirmou que aumentará os recursos em 10% a cada ano e prometeu também desenvolver programas para jovens agricultores e para as mulheres. Ele disse também que vai atuar em colaboração com outras agências da ONU. "A Fao deve ser uma família unida que age em sinergia", declarou.

Ontem (21), a ministra Tereza Cristina se reuniu, em Roma, com o ministro da Agricultura e Assuntos Rurais da China, Han Changfu, e reafirmou o apoio ao candidato chinês.  


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