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Interior de MT
Quinta, 09 de novembro de 2017, 10h56

Sintep/MT participa em Jaciara da Marcha em defesa da Reforma Agrária


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O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) participou ontem (07.11), em Jaciara, da "Marcha pela Reforma Agrária, pelo emprego e pela alimentação saudável", promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) do município. A passeata percorreu a região central da cidade finalizando na frente da Prefeitura, onde os manifestantes cobraram da administração municipal anulação da ordem de desocupação do assentamento Padre José Ten Cate.

A mobilização composta por membros da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT-MT), movimentos sociais, representantes da igreja católica, evangélica, e vereadores que apoiam a causa, deixaram na administração municipal uma carta contra a reintegração de posse, assinada por comerciantes da cidade. O documento assinado por comerciantes da cidade, vereadores, e pelas famílias assentadas, deveria ter sido entregue ao prefeito Abduljabar Galvin Mohammad, mas ele não estava no Paço Municipal.

O presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes do Nascimento, lembrou que a Marcha reuniu pessoas que lutam pela dignidade, pela terra, por trabalho e emprego. "Temos que parabenizar esse povo por essa passeata que é um exemplo de resistência. Eles são trabalhadores/as sem terra, mas temos muitas pessoas sem trabalho e sem emprego em virtude de um modelo econômico que privilegia alguns, em detrimentos de outros, e é preciso fazer o enfrentamento", destacou.

"Somos solidários ao movimento dos sem terra, porque acesso à terra é garantia ao alimento, garantia de que a sociedade terá alimentação saudável. Estamos aqui também para defender direitos, impedir que se restabeleça no país o trabalho escravo com as políticas autoritárias. Queremos unir o campo e a cidade na luta por dignidade", afirmou o presidente da CUT-MT, João Dourado.

O Ato destacou que a ação do prefeito de Jaciara reforça as políticas nacionais e estaduais de retirada de direitos da classe trabalhadora. A coordenação estatual do MST reforçou os impactos que a desocupação do assentamento trará para o município como a ampliação do número de desempregados e o desmonte na economia local. Outro fato lembrado foi a agressão verbal dirigida às famílias, por parte da mídia local, que defende os interesses do latifúndio, classificando os sem terras de vagabundos.

"Como poderíamos classificar um governo que realiza escutas ilegais para coagir adversários? Como classificar a movimentação de malas, bolsas e paletós, cheios de dinheiro, às custas dos trabalhadores? Como classificar aqueles que são eleito com voto do povo e votar contra os direitos de quem os elegeu?", questionou Henrique Lopes.

A Marcha lembrou também a Reforma Trabalhista, que colocará o/a trabalhador/a brasileiro/a como estava há 100 anos, tendo entre os pontos retomados a jornada de 12 horas diárias, seguido da Reforma da Previdência, que determina a idade mínima para aposentadoria aos 65 anos de idade. "Devemos permanecer juntos na luta por melhores condições de vida, educação, habitação, saúde e trabalho, Temos que garantir condições de sobrevivência e lutar contra esses governos que tentam retirar direitos", disse a diretora regional do Sintep/MT, Doralice Vieira de Castro.

Sessão Itinerante

A mobilização do MST teve início um dia antes (06.11), quando uma sessão itinerante da Câmara Municipal era para ter ocorrido no assentamento Padre José Ten Cati. Porém, por causa da ausência da maioria dos vereadores, apenas 4 dos 11 compareceram, os presentes realizaram uma reunião.

Um dos coordenadores do MST estadual, Vanderly Scaradeli, destacou a perda para os vereadores que não compareceram, pois o debate com a presença dos/as trabalhadores/as acampados/as, de representantes de movimentos sindicais e sociais, além da coordenação do MST resultou em proposições dos anseios da população na defesa da Reforma Agrária, pela manutenção da terra e pelos direitos assegurados na Constituição de 1988.

 


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