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Nacional
Sexta, 12 de maio de 2017, 07h08

Estudo apoiado pela ONU aponta que 18% dos brasileiros praticam alguma forma de voluntariado


Fruto de uma parceria entre a Santo Caos Consultoria, o Bank of America Merrill Lynch e o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) no Brasil, o relatório “Além do Bem – Um estudo sobre voluntariado e engajamento” revela que 18% da população brasileira pratica voluntariado. Lançado no Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio) em abril (27), levantamento foi produzido a partir de entrevistas com cerca de 800 pessoas.

Segundo o documento, 58% dos voluntários no Brasil são mulheres, e a região que se destaca com o maior número de voluntários é o Sudeste. Para a elaboração da pesquisa, também foram entrevistados representantes de 80 empresas e 14 organizações não governamentais.

Além de mostrar as principais motivações de quem faz boas ações, o estudo também abrange as percepções de ex-voluntários e não voluntários. O objetivo é reunir indicadores para engajar novos e antigos benfeitores.

Para Jean Soldatelli, sócio-diretor da Santo Caos, o brasileiro ainda encara o voluntariado como doação e não como uma troca, o que compromete a participação. “Dois terços dos não voluntários do estudo não o são porque acham que é muito esforço, demanda muita coisa com pouca retribuição. Precisamos mostrar mais o resultado que o voluntariado traz, como a oportunidade de desenvolvimento pessoal e conhecer novas realidades”, aponta.

Voluntariado corporativo e os Objetivos da ONU

Um dos temas abordados pelo relatório é o voluntariado corporativo, quando uma empresa estimula seus funcionários a serem voluntários em ONGs parceiras ou em projetos sociais desenvolvidos pelas próprias corporações. Instituições privadas que possuem programas de voluntariado podem se beneficiar dessa estratégia para além de simplesmente “fazer o bem”, como sugere o título do relatório.

Segundo Jean, “uma empresa tem muitos benefícios investindo e acreditando no voluntariado”. “Além dos benefícios externos, como imagem e relacionamento com a comunidade, muitos benefícios internos. O principal deles é o aumento do engajamento dos funcionários em até 16%”, disse.

Para Monica Villarindo, associada do UNV Brasil, existem bons programas de voluntariado corporativo no Brasil, mas muitos deles são voltados para atividades assistencialistas, desperdiçando um grande potencial de transformação.

“As empresas, nos seus planos estratégicos, deveriam se juntar aos próprios programas de voluntariado que têm para implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU de uma forma mais transformadora, e que utilizem esse programa de voluntariado que já faz bem para a empresa, que já traz benefícios para os funcionários como engajamento, empoderamento e melhora no ambiente de trabalho, de uma forma que faça uma transformação maior na sociedade”, explica.

O estudo fornece dados importantes para ajudar a ampliar as redes de boas ações no Brasil, que atualmente ocupa o 7° lugar no ranking de voluntariado de países da América Latina.

“As empresas também são responsáveis pelo nosso futuro. É um trabalho de formiguinha que todos nós temos que fazer. Eu só vejo a possibilidade de alcançar todo mundo e não deixar ninguém para trás através do voluntariado”, afirma a especialista sobre a importância dos voluntários e do setor privado no cumprimento das metas da ONU. 


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