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Nacional
Segunda, 11 de junho de 2018, 09h55

Aviação de Transporte e indústria aeronáutica brasileira


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O ano de 2018 é emblemático para a Aviação de Transporte na Força Aérea Brasileira (FAB): a aeronave C-95 Bandeirante completa 50 anos de seu primeiro voo e a primeira unidade do avião KC-390 deve ser entregue no segundo semestre. Ambas as aeronaves são marcos da indústria aeronáutica brasileira, desenvolvidas pela empresa Embraer.

Desde o início, esta história teve as duas instituições caminhando lado a lado. O fundador da Embraer, Ozires Silva, destaca a importância da fundação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em 1950, para alavancar a indústria aeronáutica no país. “Em 1965, uma pequena equipe de apenas quatro engenheiros formados pelo ITA, através de estatísticas internacionais e nacionais, encontrou uma oportunidade para criar um avião diferente, não fabricado pelas concorrentes internacionais”, conta.

Este avião – projetado para atender uma área até então deixada de lado pelos fabricantes internacionais, ou seja, voos regionais e pistas de menor porte – seria o EMB 110, na FAB batizado como C-95 Bandeirante. A iniciativa, segundo Ozires, foi apoiada pela Força Aérea Brasileira e, em 22 de outubro de 1968, foi realizado o primeiro voo do protótipo.

Diante do sucesso do projeto, surgiu a base nos mercados nacional e mundial para a criação da Empresa Brasileira de Aeronáutica – Embraer – em 1969.

  

Em 1973, o Ministério da Aeronáutica recebeu os primeiros Bandeirantes e, desde então, as aeronaves fazem parte dos esquadrões de transporte da FAB cumprindo as mais variadas missões.

A eles foram somados outros projetos da Embraer também utilizados pela FAB, como o VU-9 Xingu e o C-97 Brasília, além de aviões de fabricantes internacionais, como o C-98 Caravan, o C-105 Amazonas e o C-130 Hercules.

O desenvolvimento – pela Embraer – de diversos projetos, aliado à utilização ao longo de décadas – pela FAB – de diferentes aeronaves, fez com que os brasileiros obtivessem a experiência necessária para alçar um novo e importante voo: a fabricação do cargueiro multimissão KC-390. A aeronave, que tem previsão de entrega à FAB ainda em 2018, será a nova espinha dorsal da Aviação de Transporte militar no Brasil.

“Da Amazônia à Antártica, a frota de 28 aeronaves terá um papel fundamental para os mais diversos projetos do Estado brasileiro, da pesquisa científica à manutenção da soberania", ressaltou o Comandante da FAB, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, em fevereiro de 2015, após o primeiro voo do protótipo do KC-390.

As duas primeiras unidades estão confirmadas para serem entregues à Ala 2, em Anápolis (GO). Ao todo, 28 aeronaves adquiridas pelo governo brasileiro irão compor a frota da Força Aérea Brasileira.


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