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Nacional
Segunda, 01 de outubro de 2018, 16h46

Jornal para crianças encontra modelo sustentável em parceria com quase 200 escolas do país


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Cadernos e seções especiais para crianças e adolescentes estiveram por muito tempo presentes nos principais jornais brasileiros, informando, contribuindo na educação dos jovens, formando e fidelizando leitores. As dificuldades enfrentadas pela imprensa nos últimos anos, porém, foi limitando a edição dessas publicações. Mas o interesse por elas não só permanece, como também ganhou importância diante do fenômeno das notícias falsas nas redes sociais, que exige mais investimento na alfabetização midiática. A grande dificuldade é levantar recursos para financiar esses produtos. No Brasil, há uma iniciativa que merece atenção: o Joca, jornal criado em 2011 que encontrou sustentabilidade em seu negócio.

Criado pela empresária franco-alemã Stéphanie Habrich a partir do modelo europeu de publicações para crianças cuja principal monetização vem das assinaturas feitas pelos adultos, o Joca quase não foi adiante. Na realidade socioeconômica brasileira, diz o site espanhol Media-Tics, os responsáveis pelas crianças têm poder aquisitivo médio bem menor do que nos países da Europa onde este sistema funciona bem, e as assinaturas não deslancharam. Mas Habrich logo encontrou uma solução. Aproximou-se das escolas particulares, com recursos para firmar parcerias, e com isso garantiu a venda de 90% dos 18 mil exemplares quinzenais do jornal. Os 10% restantes são assinaturas familiares.

O jornal está presente em 23 dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal e chega a cerca de 200 escolas, e um quarto destas são públicas, diz Habrich ao Centro Knight. “A maioria das escolas públicas recebe o Joca por doação nossa ou de investidores, mas também temos histórias incríveis de vaquinhas entre a comunidade escolar para poder assinar o jornal.” Muitas dos colégios inclusive incluíram o Joca na lista de materiais didáticos obrigatórios.

A cada edição impressa do Joca, são disponibilizados no site do jornal 70 exercícios multidisciplinares referentes ao conteúdo da publicação. As tarefas são usadas por professores que trabalham com o jornal em sala de aula. O impresso também traz um encarte, produzido em parceria com uma escola de inglês, com versões neste idioma de algumas notícias publicadas no jornal, acompanhadas de exercícios de compreensão do texto.

Apesar de o Joca ter um papel educativo, Habrich rejeita o adjetivo “didático” para descrever o jornal. “Eu diria que o Joca é muito mais uma ferramenta de formação do que um material didático.” Essa formação é um dos objetivos do Joca. “Eles [os leitores] têm hoje 10, 12 anos, mas muito rapidamente serão líderes, as pessoas responsáveis pelo Brasil. Se queremos um Brasil mais justo, temos que formá-los desde agora”, diz.

O Joca, ainda segundo o Centro Knight, está começando uma colaboração com a Folha de S. Paulo, que irá colocar em sua homepage links para conteúdos publicados no site do jornal para crianças.

 ANJ


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