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Nacional
Sexta, 19 de outubro de 2018, 03h34

Ação participativa auxilia no cuidado com o solo em Uganda


Um grupo de pesquisadores da Embrapa esteve no estado de Mbale, Uganda, por três semanas nos meses de setembro e outubro a fim de compartilhar a ferramenta ‘Integração Participativa de Conhecimentos sobre Indicadores de Qualidade do Solo’ (InPaC-S), desenvolvida pela Embrapa, Centro Mundial de Agrofloresta (ICRAF) e Centro Internacional para Agricultura Tropical (CIAT).

A viagem ocorreu no âmbito do Agricultural Innovation MKTPlace, uma iniciativa internacional apoiada por diversos parceiros com o objetivo de ligar especialistas e instituições brasileiros, africanos, latino-americanos e caribenhos para desenvolver, conjuntamente, projetos de pesquisa para o desenvolvimento.

Com o sucesso de iniciativa semelhante ocorrida em Moçambique, a ideia foi incrementar esse trabalho em mais três países: Uganda, Tanzânia e Gana, por uma chamada da plataforma M-BoSs, que nasceu da expectativa de que os bons resultados obtidos nos projetos financiados pelo MKTPlace pudessem ser ajustados, adaptados e disseminados em larga escala, criando meios para ampliar o impacto da inovação em agropecuária na melhoria da qualidade de vida e do bem-estar dos agricultores.

Ação em Uganda

Com parceria local da Organização Nacional de Pesquisa Agrícola (NARO), a equipe da Embrapa trabalhou por duas semanas a metodologia InPaC-S visando trabalhar de forma participativa as questões relacionadas a indicadores de qualidade do solo e definição de melhores práticas de manejo da agricultura considerando a realidade local. “Além do aspecto participativo, trabalhamos a parte técnica, muito focados na realidade daqueles agricultores, na disponibilidade do que eles têm em termos de solo e culturas”, conta a pesquisadora da Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), Ana Turetta.

Foram organizados dois workshops, o primeiro contou com a participação de pesquisadores, professores de universidades e técnicos, “trabalhamos a capacitação deles na metodologia”, diz Turetta. Já no segundo workshop, os profissionais capacitados anteriormente foram os instrutores multiplicando a metodologia para produtores e técnicos da extensão rural.

A terceira e última semana de trabalho foi no campo, com a implementação das unidades demonstrativas, com base nas informações técnicas levantadas nos dois workshops, mostrando o que poderia ser melhorado considerando a realidade local.

“Foi gratificante ver o grau de envolvimento do grupo dos ugandenses, o diretor de pesquisa e boa parte da equipe do NARO esteve conosco o tempo todo. Buscamos quebrar essa relação paternal/colonizador que, por vezes, ainda permeia a relação com os africanos. Houve um clima positivo de trabalho, uma troca rica, discussões de igual para igual, sem querer impor soluções mágicas que resolveriam a vida da população local”, conclui Ana Turetta.

Também participaram da equipe da Embrapa os pesquisadores Etelvino Novotny, Fabiano Balieiro, Joyce Monteiro (Embrapa Solos), Carlos Medeiros (Embrapa Clima Temperado) e Luciano Matos (Embrapa Cerrados).

 


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