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Nacional
Sábado, 03 de novembro de 2018, 11h45

ANJ apoia campanha da UNESCO pelo fim da impunidade dos crimes contra jornalistas


A Associação Nacional de Jornais (ANJ) juntou-se à campanha #TruthNeverDies (#VerdadeNuncaMorre), lançada oficialmente nesta sexta-feira (2), Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

A mobilização, que conta com a participação de outras entidades internacionais de defesa ao jornalismo e aos direitos humanos, como a Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA) e a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), tem por objetivo a conscientização sobre a necessidade de garantir a elucidação dos crimes contra jornalistas, em meio à crescente violência contra esses profissionais.

No Brasil, o problema é crônico. O país é um dos dez piores do mundo em termos de impunidade no caso de assassinatos de jornalistas, segundo Centro para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). É a nona aparição (oitava seguida) do país no ranking, que é publicado desde 2008.

“A impunidade certamente é um dos maiores estímulos para os assassinatos de jornalistas", afirmou o diretor-executivo da ANJ, Ricardo Pedreira. Ao comentar a situação no Brasil, Pedreira enfatizou a necessidade de as autoridades brasileiras, nas polícias e no Poder Judiciário, apurarem e punirem com eficiência e rigor os crimes contra jornalistas. "Não são apenas os jornalistas as vítimas dessa impunidade, mas todos os cidadãos, atingidos no seu direito de serem livremente informados”, destacou.

Nas Américas, segundo estatísticas da SIP, desde 1987 foram assassinados 561 comunicadores e a maioria desses crimes permanece impune. Nos últimos doze anos (entre 2006 e 2017), afirma a UNESCO, cerca de 1010 jornalistas foram mortos por denunciar e trazer informações ao público. Em média, um assassinato a cada quatro dias. A cada dez desses casos, nove ficam impunes. Essa impunidade, diz a organização, prejudica todas as sociedades ao encobrir abusos sérios de direitos humanos, corrupção e crime.

Os governos, a sociedade civil, a mídia e todos os envolvidos, destaca a UNESCO, devem defender o estado de direito no esforço global para acabar com a impunidade. "É nossa responsabilidade garantir que os crimes contra jornalistas não fiquem impunes. Temos de garantir que os jornalistas trabalhem em condições seguras que permitam que uma imprensa livre e pluralista floresça", diz Audrey Azoulay, diretora-geral da organização.

A campanha global a ser lançada pela UNESCO inclui peças publicitárias que podem ser divulgadas pelos veículos de comunicação em diferentes meios.

ANJ


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