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Nacional
Quinta, 23 de maio de 2019, 13h04

Inpa capacita jovens como monitores da biodiversidade


A coordenação espera contribuir para que a Resex do Baixo Juruá e a Resex Auati-Paraná se integrem ao Sistema Brasileiro de Monitoramento da Biodiversidade, em implantação no país.

 

O Curso Jovens Monitores da Biodiversidade (Jomobio) chegou a sua terceira edição. Desde 2017 vem capacitando 15 jovens residentes da Reserva Extrativista (Resex) do Baixo Juruá (Juruá), unidade categorizada como de uso sustentável. Neste ano, o Jomobio conta com participação de 12 jovens de comunidades das Reservas Extrativistas do Baixo Juruá (Juruá) e Auati-Paraná (Fonte Boa), sendo sete e cinco, respectivamente.

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A atividade teve início no dia 14 e segue até a próxima terça-feira (21). Serão realizadas visitas técnicas, atividades de laboratório e campo na Estação Experimental de Manejo Florestal (ZF2). A iniciativa é resultado da participação dos representantes do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) no Conselho Deliberativo da Resex do Baixo Juruá. Também há em vigor um Acordo de Cooperação Técnica com a Associação dos Trabalhadores Rurais de Juruá (Astruj), que são os representantes da Resex do Baixo Juruá.

 

 

De acordo com o coordenador do curso, o pesquisador do Inpa Adriano Lima, o principal objetivo dessa categoria de unidade de conservação é assegurar os meios de vida e a cultura dessa população, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente na agricultura, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais da Unidade. “Por isso, mais uma edição do Jomobio estará sendo realizado pelo Laboratório de Manejo Florestal do Inpa, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com apoio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA)”, explicou.

 

O curso abordará a metodologia sobre monitoramento participativo (trilhas) a serem implantadas conforme o protocolo de monitoramento da biodiversidade in situ elaborado pelo ICMBio no âmbito do Projeto Monitoramento da Biodiversidade com Relevância para o Clima em nível de UC. “Esperamos, dessa forma, contribuir para que a Resex do Baixo Juruá e a Resex Auati-Paraná se integrem ao Sistema Brasileiro de Monitoramento da Biodiversidade, em implantação no país”, disse o coordenador do curso.

 

Histórico e Caracterização das Resexs participantes

 

A Resex do Baixo Juruá foi criada 1/08/2001. Está localizada na margem direita do Rio Juruá, nas proximidades do seu encontro com o Rio Solimões. Possui 188.000 hectares de área, 16 comunidades e aproximadamente 625 extrativistas. A região caracteriza-se pela cobertura de floresta tropical densa, da sub-região aluvial da Amazônia, com terraços baixos e planos, sendo encontrados principalmente ambientes de terra firme (88,95%).

 

Desde 2006, a Unidade vem realizando o monitoramento da biodiversidade local, contando principalmente com os moradores que atuam como voluntários. Inicialmente, o monitoramento esteve direcionado à população de pirarucu, visando seu manejo; incluindo posteriormente as populações de quelônios e aves aquáticas.

 

A Resex do Baixo Juruá, desde 2005, está inserida em nossos projetos. Em 2006 foram instaladas 83 parcelas. Desse estudo resultou em três produtos para a elaboração do plano de manejo da Resex; uma dissertação de mestrado. Além disso, são parcelas que fazem parte da rede de inventário florestal contínuo do LMF. Em 2012, com o projeto Dinâmica do Carbono da Floresta Amazônica (Cadaf) novo inventário foi realizado para remedição e instalação de novas parcelas. Resultou em 121 parcelas. Todas foram georreferenciadas. Em 2015 o projeto Pró-Rural implantou três pontos para a elaboração do plano de manejo florestal sustentável em pequena escala. Todas essas ações foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo da Resex do Baixo Juruá.

 

A Resex Auati-Paraná foi criada em 07/08/2001, com 16 comunidades (atualmente, 18) e 146.950,82 hectares de área, quase toda várzea, abrangendo os municípios de Fonte Boa, Japurá e Maraã. Com cerca de 400 famílias beneficiárias, a unidade possui Conselho Deliberativo ativo como instrumento de gestão desde 2008. A população tradicional residente na RESEX Auatí-Paraná descende, em sua maioria, de indígenas imigrantes do Peru e de nordestinos que vieram para a Amazônia suprir a demanda de força de trabalho nos seringais.

Atualmente, seus moradores sobrevivem da pesca, agricultura e extrativismo em geral, com especial destaque para o manejo sustentável do pirarucu. A ResexAuati-Paraná também faz parte da rede de monitoramento do Laboratório de Manejo Florestal (LMF) do Inpa. As parcelas permanentes e temporárias foram instaladas em 2004 pelo projeto Chichuá (Inventário florestal contínuo em áreas manejadas e não manejadas do estado do Amazonas), financiado pela Fapeam.

Em 2007 foram remedidas e instaladas novas parcelas. Com o projeto Cadaf, em 2012, a área foi novamente visitada, havendo remedição de parcelas e instalação de novas parcelas. Isso caracteriza a relação estabelecida com a comunidade. 


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