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Sábado, 07 de abril de 2018, 15h12

De tchapa e cruz, servidores se orgulham do PJMT


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‘Matchicthe’, ‘tchás creanças’, ‘aúfa’ são algumas das expressões que o servidor do Poder Judiciário de Mato Grosso, Marcelo Benedito Bulhões ouviu desde criança e que até hoje fazem parte da sua rotina. Isso porque o linguajar cuiabano está presente em sua família, graças à valorização da cultura cuiabana que eles fazem questão de manter. Com 32 anos de serviços prestados à justiça, desde 2.009 ocupa o cargo de gestor administrativo III do Complexo Maruanã. Ele se orgulha de ser cuiabano e de fazer parte da história do Judiciário, especialmente quando Cuiabá completará, no domingo (8 de abril) 299 anos.

Em 14 de agosto de 1.986 Marcelo foi contratado para atuar como oficial escrevente (nomenclatura da época), no Fórum de Várzea Grande. Dois anos mais tarde ele prestou concurso para técnico judiciário e ficou em Várzea Grande por mais sete anos. Depois foi designado para o Juizado do Tijucal, onde trabalhou por 18 anos, também como oficial de justiça e posteriormente como gestor administrativo, cargo que ocupa até hoje, no Maruanã.

Ele é um dos servidores que acompanhou toda a transição histórica, estrutural, de processos e tecnológica pela qual passou o Poder Judiciário. Relembra que a estrutura onde ficava o Juizado do Tijucal era uma casa com sete cômodos, um pé de mangueira e uma área nos fundos. Nos tempos de oficial de justiça, Marcelo diz que já houve vezes em que tinha 300 mandados para serem cumpridos em apenas um mês.

“Naquela época não tínhamos ar condicionado, utilizávamos máquina de datilografia e era muito barulho nas salas, sem falar na pilha de processos físicos que tinha. Hoje melhorou 100% em tudo. Temos ar condicionado, computadores e trabalhamos muito tempo com o Projudi. Faz tempo que não sei o que é processo no papel e hoje a nossa estrutura de trabalho é muito boa, me sinto tranquilo trabalhando”, recorda.

Saudoso, ele se lembra dos tempos em que atuou no Tijucal, sob a jurisdição do então juiz Dirceu dos Santos, hoje desembargador do Tribunal de Justiça. “Éramos uma família, sinto saudades daquela época. Foi um tempo muito bom”, afirma.

A esposa dele, Joana Batista Pereira Leite fala que ele sempre foi muito dedicado ao trabalho. Em meio a esses 32 anos, Marcelo teve dois derrames cerebrais e contou com a ajuda da companheira, com autorização do juiz da época, para dar continuidade aos trabalhos, já que não conseguia escrever nem datilografar depois dessa fase. Totalmente recuperado, ele fala que é uma alegria servir ao Judiciário.

Assim como Bulhões, a gestora do complexo Miranda Reis, Michela Aparecida Neves, também escreveu sua história no judiciário ao longo de mais de três décadas. Ela ingressou no Poder Judiciário no ano de 1.984 como telefonista contratada. Na época atendia as ligações na antiga sede do Fórum - localizado na Avenida Getúlio Vargas (atualmente sede do Juizado Especial Criminal de Cuiabá - Jecrim). Desde de 2.015 trabalha como gestora do Complexo Miranda Reis onde funciona o Terceiro Juizado Cível e o Juizado do Torcedor.

“Mas foi em 1.998 que tive a minha maior conquista que foi ingressar de vez o Poder Judiciário por meio de um concurso”, narra a gestora. Michela rememorou dos tempos de seu ingresso no Judiciário. “Os cuiabanos na época eram 90% dos trabalhadores do Poder. Sempre receptivos, alegres e naturalmente calorosos foi na década de 80 que iniciou o ‘bum’ de pessoas vindas de outros estados. Eles vinham para Cuiabá pensando que aqui teria índio pelado na rua, sucuri e onça pintada. Além disso, muitos vieram pensando que iriam ficar por pouco tempo, mas no fim descobriram como era verdadeiramente o povo cuiabano e se tornaram magistrados, servidores e construíram suas vidas e famílias aqui”, comentou.

Com um sorriso estampado no rosto a gestora explicou que seu maior prazer é ‘servir’, ou seja, ser servidora do Judiciário. “Aqui é uma extensão da minha casa, da minha família: então todos que ingressam por essas portas nós tratamos como verdadeiros filhos. Tenho muito orgulho de ser uma servidora, pois por meio do meu trabalho, consegui conquistar tudo que tenho”, relembrou.


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