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Variedades
Quinta, 24 de maio de 2018, 13h03

III Simpósio traz recorde de público


Fablicio Rodrigues
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Com o tema “Educação, Inclusão e Qualidade”, o III Simpósio sobre Dislexia trouxe mais uma vez um debate de grande importância para a sociedade. Nos dois dias de evento, 22 e 23 de maio, mais de 800 pessoas encheram o Teatro Zulmira Canavarros.

Idealizador e coordenador do simpósio, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), afirma que o objetivo foi alcançado - o de levar informação ao maior número de pessoas.

“A gente difunda o máximo de que há perspectivas muito positivas para ajudar essas crianças, esses adolescentes. A secretaria de Educação está sendo cobrada, temos garantido recursos financeiros. Queremos que até o final deste ano, Mato Grosso tenha o primeiro Centro de diagnóstico de dislexia”, disse o deputado que é autor de duas leis voltadas especificamente às pessoas com o distúrbio.

“Ficamos felizes em saber que esse trabalho da Assembleia Legislativa está encontrando eco, repercussão em pais, mães, professores, que às vezes ficam de pés e mãos atados sem saber o que fazer diante às dificuldades. Estamos no caminho certo. A cada ano o evento tem uma procura maior e isso é uma satisfação gigante para nós”, ressalta o parlamentar.

Na noite de terça-feira (22), as palestras ficaram por conta do mestre em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, especialista em Direitos Difusos e Coletivos, Miguel Slhessarenko; do neurologista Clodoaldo Pirani Júnior, formado em medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e especialista em Clínica Médica e Neurologia Clínica, pelo Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas e da coordenadora do Grupo de Estudos em Linguística Funcional do Araguaia (GELFA-UFMT), Lennie Aryete Dias Pereira Bertoque.

“Sem dúvida nenhuma esse evento é um grande passo para o enfrentamento do problema. Em outros países isso é feito de uma forma muito mais precoce, eles tem uma preocupação muito grande, pois essa criança, esse adolescente, será um adulto. É necessária a união entre os diversos segmentos da sociedade para que possamos minimizar as consequências que esse transtorno acarreta”, afirmou o neurologista Clodoaldo Pirani Júnior.

Além de palestras, o público pode se emocionar com vários depoimentos, entre eles o do ator Justino Astrevo, o Lau da dupla “Nico e Lau”, que tem um filho com dislexia.

“Essa oportunidade que o simpósio proporciona é importante. Eu tive essa vivência com o Raul Guilherme, foram oitos anos consecutivos fazendo essa experiência de trabalho de tratamento com quatro profissionais que se completam [...] Esse depoimento que eu fiz hoje é para tentar estimular os pais, tentar conhecer, não abandonar, ser companheiro, estar junto para poder ajudar o filho a se desenvolver e ter uma vida absolutamente normal”, disse o ator.

Já na segunda noite de evento, a programação ficou por conta da professora Ana Luiza Navas, fonoaudióloga, mestre e doutora em Psicolinguística; presidente do Instituto ABCD-SP.

“O evento é de uma relevância enorme, pois traz professores, discute com vários atores que participam desse processo, e ter o apoio da Assembleia Legislativa é muito significativo, porque dá um valor diferente para essa discussão”, afirma Navas.

“Eu não sei de nenhum estado no Brasil que tenha essa dimensão como esse evento aqui. Eu participo de muitas discussões, muitos eventos como esse sobre dislexia, mas com esse apoio que vocês tem em Mato Grosso, nunca tinha visto”, completa a profissional.

Para a presidente da Associação Brasileira de Dislexia, a fonoaudióloga Maria Ângela Nogueira Nico, o evento, a cada ano, traz surpresas, como o número de professores participantes, que segundo ela, a cada edição do simpósio, só aumenta.

“Os pais são importantes, mas os professores acho que são as pessoas mais importantes na vida dessas crianças com ou sem dificuldade, pois eles que identificam a dificuldade e acolhem esses alunos”, pontua .

O último dia do simpósio também ofereceu oficinas. “Tecnologia como auxilio ao disléxico”, com a professora Andrea Chagas, doutoranda do Programa de Estudos em Cultura Contemporânea da UFMT e membro da Associação Mato-grossense de Dislexia e “Recursos musicais e sonoros para profissionais da saúde e educação”, com o doutor Junior Cadima.

Para o vice-presidente da Associação Mato-grossense de Dislexia, Gabriel Franco, a terceira edição do Simpósio, além de trazer mais público, também fez com que o olhar das pessoas mudassem sobre o tema.

“Hoje, comparando com o primeiro simpósio, tivemos muitas mudanças, inclusive com as novas Leis que abrangem a dislexia. Há muito para ser discutido, mas esperamos que o simpósio continue para termos cada vez mais divulgação”, cita Gabriel.

A presidente da Associação, Gabriele Andrade, também afirma que o conhecimento sobre o tema aumentou, desde a 1ª edição.

“Embora muitas pessoas não conheçam o que é dislexia, elas estão mais solidárias. Eu percebo que elas estão nos ouvindo mais, as autoridades estão se envolvendo mais também. O simpósio foi uma grande porta para nós, foi essencial para que esse caminho tivesse início”, conta Gabriele.

Como forma de inscrição, o evento apoiou a campanha “Doe 2 litros de leite”. Mais de 1.100 litros de leite foram arrecadados e entregues ao Hospital de Câncer e a Associação Pestalozzi de Cuiabá.

 


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