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Turismo
Segunda, 04 de junho de 2018, 19h57

Plano de Marketing do Pantanal é discutido em audiência pública


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 A Secretaria Adjunta de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) promoveu no último dia 30 de junho, no Hotel Fazenda Mato Grosso, uma audiência pública para discutir o Plano de Marketing do Pantanal.

Durante a ocasião, foram apresentados ao público dados apurados na pesquisa realizada pela empresa A. Pires e Associados, vencedora da licitação para construção do plano, com metas projetadas para se efetivarem até 2023.

Com recursos federais do Ministério do Turismo, o estudo foi elaborado com diversas fontes, dentre elas, a pesquisa ‘in loco’ no Pantanal, bem como, entrevistas com empresários, trade turístico, agências e operadores nacionais e internacionais, contabilizando quase 400 pessoas no total.

O adjunto de Turismo da Sedec, Jaime Okamura, reforçou a importância da iniciativa de começar a construir esse planejamento com apoio técnico e colaboração da sociedade. “Este é o início de um sonho que começa a se transformar. Nós que acreditamos que o turismo é um dos segmentos mais importantes para o desenvolvimento e geração de emprego e renda, defendemos a ampla discussão para chegarmos aos objetivos de forma equilibrada. Esta audiência é um passo a mais nessa caminhada que sabemos que será longa e exigirá dedicação”, avaliou.

A pesquisa

A equipe técnica observou que apesar de o Pantanal ser um dos lugares mais ricos em biodiversidade no mundo, ainda é pouco explorado no sentido de promoção e divulgação para o turismo. Um exemplo que reforça isso é quando o bioma não é apontado pelos viajantes quando perguntados sobre qual o destino mais conhecido de ecoturismo no Brasil.

Conforme uma das consultoras responsáveis pela pesquisa, Anete Ferreira, esta situação se deve ao fato da pouca oferta de informações disponíveis sobre o Pantanal mato-grossense, seja na internet ou até em campanhas de rádio, TV e publicitárias. “Entrevistamos muita gente e percebemos a dificuldade no acesso às informações gerais sobre como chegar, onde ficar, custos, rotas áreas, opções de passeios... O Pantanal de Mato Grosso não possui site, não tem redes sociais, poucos dados para assegurar que um turista opte pelo destino, e assim, vamos ficando para trás”, ponderou.

Entre as recomendações sugeridas pela consultoria para aumentar as chances de comercialização de pacotes é a melhoria na infraestrutura turística local, o oferecimento de qualificação profissional do destino aos operadores (nacionais e internacionais), a divulgação mais ampla e a produção e distribuição de materiais de apoio técnico e promocional em feiras, eventos, consulados, companhias aéreas, aeroportos, restaurantes, bares e etc.

Inovar para promover

 

Quem trouxe mais conteúdo para a audiência foi a consultora Jeanine Pires, ao expor alguns apontamentos sugeridos como metas para serem desenvolvidas até 2023 dentro do Plano de Marketing do Pantanal de Mato Grosso: estruturar e qualificar os atrativos culturais como produtos turísticos de forma a agrega-los à oferta local; aumentar a cota de mercado de turistas brasileiros de natureza do Pantanal mato-grossense; aumentar a cota de visitantes estrangeiros ao turismo de pesca; reduzir a sazonalidade do Polo pela ampliação da temporada turística e a diversificação dos usos para os equipamentos turísticos (como os barco-hotéis, por exemplo); implantar um sistema de indicadores quantitativos e qualitativos, com dados sobre demanda, produtos e serviços do destino que possibilitem; criação de uma imagem de que o Pantanal de Mato Grosso é uma das áreas mais relevantes do Pantanal, agregando o fato de tratar-se da terceira maior reserva da biosfera do mundo; trabalhar o aumento da receita do turismo no Polo Pantanal, melhorando a rentabilidade e a geração de empregos na região; ampliar e diversificar a presença da oferta turística do Pantanal mato-grossense nos mercados geográficos.

Segundo Jeanine, para alcançar tais metas, além de fortalecer o que a secretaria já faz e as suas parcerias, a metodologia pensada para ser desenvolvida precisa ter inovação. “Hoje se fala muito em marketing digital, a nossa proposta para o Pantanal é trabalhar com o marketing 4.0 que é uma combinação do marketing off-line com o online, mesclando as tradicionais maneiras de fazer publicidade complementando com outras como marketing virtual, redes sociais, e outros”, esclareceu.

Pantanal Mato Grosso como marca

Para a consultora, o desafio é trabalhar a marca ‘Pantanal Mato Grosso’, diferenciá-lo, pois, o bioma em si já é forte, o que precisa ser disseminado é a região dele dentro do Estado. “A percepção geral que temos é de que quando se fala em Pantanal todos logo pensam naquele ambiente exuberante, cheio de beleza de fauna e flora. Porém, quando a pergunta é o que se tem para fazer no Pantanal mato-grossense por exemplo, ninguém sabe dizer. É nesse ponto que queremos tocar, construir uma imagem/identidade do nosso pedaço do Pantanal com todos os seus atrativos formatados para termos condições de competir com outros destinos com características similares”, observou.

Hoje, em toda a região do Pantanal mato-grossense existem 140 empreendimentos, o gasto médio de um turista é de R$ 3.500, não ficam menos do que quatro dias, foram avaliados 63 atrativos, sendo 30% destes já formatados como produtos turísticos, com isso, o aproveitamento da região em termos de atrativos é de apenas 31%.

 


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