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Turismo
Sábado, 28 de julho de 2018, 06h09

Festejos juninos movimentam economia de cidades brasileiras


Além de ser uma das manifestações mais tradicionais da cultura brasileira, as festas juninas estão se transformando também em grandes negócios para municípios brasileiros. O aumento do fluxo de turistas e residentes em junho e julho movimentam o comércio e geram empregos antes, durante e depois do São João. Para se ter uma ideia, somente em Caruaru (PE) e Campina Grande (PB), que promovem as maiores festas do país, o público somado chegou a 5 milhões, com injeção de R$ 440 milhões nas economias locais.

Este ano, Campina Grande superou desafios e, apesar do incêndio que abalou o Parque do Povo e da greve dos caminhoneiros que adiou o início da festa, a cidade comemorou o crescimento de 10% nas vendas do comércio local. No total, segundo dados parciais da Coordenadoria de Turismo, a cidade recebeu 2,5 milhões de visitantes, com incremento de R$ 240 milhões na economia. Em público, a pernambucana Caruaru teve a mesma marca, sendo que o faturamento ficou em R$ 200 milhões.

Ainda no Nordeste, em São Luís (MA) o Bumba meu boi, patrimônio imaterial brasileiro, reina absoluto e produz uma das festas juninas mais singulares do país. Este ano, cerca de 50 mil pessoas, entre residentes e turistas, participaram das apresentações nos diversos palcos e nas ruas da capital maranhense, que conta com mais de 500 grupos folclóricos. O resultado foi uma movimentação econômica de R$ 25,8 milhões em uma cidade na qual o “boi” fortalece a cadeia produtiva do turismo, gerando empregos para costureiras, bordadeiras, brincantes (o pessoal que se apresenta nos grupos) e no comércio local.

SÃO JOÃO PELO BRASIL - Mas quem acha que somente o Nordeste produz grandes festas, precisa passar o São João em Belo Horizonte. A capital mineira entrou definitivamente no calendário junino tendo como ponto alto o campeonato de quadrilhas e a gastronomia mineira, que ganhou um circuito especial com a participação de restaurantes da cidade. Este ano, o Arraial de Belo Horizonte, com programação de um mês de duração, reuniu 200 mil pessoas com impacto de R$ 2,74 milhões na economia da capital. Segundo ressaltou a Belotur, o gasto médio diário na Praça da Estação, que chegou a R$30,50, cresceu 27%, em relação ao ano passado.

O Norte e o Centro Oeste também marcam presença em um país onde os festejos juninos tem vários sotaques e matizes regionais que os tornam inigualáveis. Que o digam Bragança (PA), com seu arraial cheio de referências a mitos amazônicos, e Corumbá (MS), onde o ponto alto da festa é o Banho de São João nas águas do Rio Paraguai. Na cidade do oeste paraense, que recebe visitantes de municípios próximos, a arrecadação foi de R$ 170 mil com a venda de produtos em 30 barracas, com destaque para a farinha de mandioca, considerada a melhor do país e premiada internacionalmente. Já na fronteiriça Corumbá, com fluxo regional e de estrangeiros vindos principalmente da Bolívia e Paraguai, a movimentação econômica chegou a R$ 2,4 milhões, incluindo os recursos públicos aportados no festejo.

CHAMADA MTUR – Para consolidar o São João na agenda de eventos turísticos do país, na condição de um produto genuinamente nacional, o Ministério do Turismo realizou no ano passado uma chamada pública na qual selecionou cinco festejos para serem beneficiados com ações de promoção. Todos eles estão retratados nesta reportagem: Belo Horizonte (MG), Bragança (PA), Campina Grande (PB), Corumbá (MS) e São Luís (MA). Caruaru foi contemplada também, com divulgação dos resultados do evento, por ser uma das maiores festas do país.

 


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