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Turismo
Quinta, 25 de abril de 2019, 15h28

Vice-prefeito e secretária de turismo de Alto Araguaia recebem pesquisadores internacionais


 

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Afim de recepcionar e ajudar com a logística de pesquisa do Domo de Araguainha, o vice-prefeito Freud Fraga (DEM), juntamente com a secretária de Educação, Esporte, Turismo e Lazer (SEMEL) de Alto Araguaia (415 km de Cuiabá), Paula Regina Niedermeier e o ambientalista Nelsoney Costa, se encontraram com dois pesquisadores para mostrar as belezas naturais do município e discutir um evento sobre a maior cratera causada por um asteroide na América do Sul a ser promovido ainda este ano.

"É importante levá-los em pontos turísticos da cidade como a Cachoeira Couto Magalhães para mostrar-lhes as potencialidades do nosso município. Também debatemos como ajudá-los na logística do evento para recepcionar outros pesquisadores de outros países que virão até a cidade", destaca a secretária Paula.

Segundo os pesquisadores será o primeiro evento realizado na América do Sul afim de estudar e explorar a cratera. O planejamento prevê duas expedições: a primeira de 23 a 27 de setembro e a outra entre 04 a 08 de outubro com visita de campo no local do impacto do corpo celeste há cerca de 250 milhões de anos. Em média 25 pesquisadores internacionais devem participar do evento entre europeus, australianos, americanos, indianos, russos e escandinavos.

O Domo de Araguainha fica localizado a 66 km de Alto Araguaia, no município de Araguainha, na região sudeste do Estado de Mato Grosso. Por ser o maior meteorito da América do Sul com cerca de 40 km de diâmetro, a cratera sempre despertou o interesse de pesquisadores.

 

Não à toa que desde 2001 o professor da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador alemão Wolf Uwe Reimold estuda o campo de impacto da cratera e já esteve em Araguainha mais de 10 vezes realizando pesquisas de campo. Em 2012 o pesquisador recebeu o reforço da professora Natália Hauser também da UnB. Juntos avaliam a estrutura de impacto meteórico no Domo.

O vice-prefeito Freud Fraga acredita que por Alto Araguaia ser a maior cidade da região será beneficiada com o evento. "Muita gente tem interesse de vir para conhecer o Domo. O nosso município por estar perto também será beneficiado, pois com nossas belezas naturais poderemos fomentar o turismo em Alto Araguaia e na região", frisa o vice.

Para o pesquisador alemão, além de discutir sobre os impactos do Domo, o evento beneficia o turismo local, visto a riqueza da avifauna local. "Queremos mostrar para os pesquisadores as riquezas desse país que nem sempre são mostradas lá fora, uma vivência de turismo. No Domo esperamos que os pesquisadores tragam muitas ideias, pois trabalham em estrutura de impacto em outros países. Com isso deve somar ao nosso projeto", ressalta Reimold.

Os pesquisadores contaram que o Domo não é só importante por ser a maior cratera, mas também pelos impactos que foram causados, as rochas que se formaram. Para os geólogos é importante encontrar a evidência do impacto.

A pesquisadora Natália Hauser conta que desde 2014 traz estudantes interessados em estudar, conferir e registrar a cratera pelo menos duas ou três vezes no ano. Ela pontua que além de pesquisar e explorar o Domo é importante fazer um elo com a comunidade repassando tudo o que foi estudado e informando a população sobre a cratera. "Falta uma conexão com as pessoas para que saibam o que é esse meteorito. Discutimos com a secretária Paula Fraga a possibilidade de apresentar palestras para a comunidade e potencialmente fazer uma excursão até o domo com ensino em campo", cita Hauser.

A Pesquisa  - A pesquisa proporcionará um fórum para discussão dos avanços pertinentes sobre crateramento de impacto planetário e terrestre e os efeitos desse processo sobre rochas e minerais. Sensoriamento remoto, modelagem geofísica e numérica, resultados e implicações geológicos, mineralógicos e geoquímicos e astrobiológicos serão discutidos. Além disso, o futuro da pesquisa de crateras de impacto, no sentido mais amplo, será mapeado.

Os Pesquisadores - Wolf Uwe Reimold Possui mestrado em Mineralogy pela University of Münster(1977), doutorado em Mineralogy pela University of Münster(1980) e pós-doutorado pela NASA Johnson Space Center(1982). Atualmente é Professor Titular-Livre da Universidade de Brasília. Sua área de atuação contempla Ciências Exatas e da Terra na área de Geociências.

Natalia Hauser é professora adjunta do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília. Graduou-se em Geologia pela Universidad Nacional de Salta (Argentina) no ano 2005. Concluiu o mestrado pela Universidade de Brasília em 2008 e o doutorado pela Universidad Nacional de Salta em 2011. Atualmente é membro do Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Geologia pela UnB. As principais áreas de atuação são geociências com ênfase em Geologia Regional.  


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