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Sexta, 08 de junho de 2018, 15h59

Bebê enterrada viva piora, respira com aparelho e passa por cirurgia de emergência


 

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Gazeta Digital

É gravíssimo o estado de saúde da bebê indígena que foi enterrada viva pela bisavó numa comunidade indígena no município de Canarana (823 km a leste de Cuiabá) e resgatada pela Polícia Militar depois de passar quase 7 horas debaixo na terra, numa cova rasa. Ela foi transferida para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Santa Casa da Misericórdia em Cuiabá, mas apresentou piora clínica na noite desta quinta-feira (7). A criança está entubada, respira com ajuda de aparelhos e será operada às pressas.

Quando foi transferida para a Capital na noite da última quarta-feira (6), ela apresentava um quadro grave de infecção generalizada e insuficiência respiratória. Agora, em boletim divulgado na manhã desta sexta-feira, a Santa Casa informou que a criança “apresentou recorrência dos sangramentos digestivos e também piora das escórias renais devido ao quadro de sepses que apresenta”.

Dessa forma, os profissionais responsáveis pelo acompanhamento da recém-nascida decidiram submetê-la a uma intervenção cirúrgica. Conforme o hospital, o procedimento se faz necessário para passagem de cateter de tencokff e realizar diálise peritonial.

Enquanto isso, a bisavó da criança, Kutsamin Kamayura, 57, continua presa no município de Nova Xavantina. Ela foi presa em flagrante na noite da última terça-feira (5) horas depois de ter enterrado a bisneta que foi resgatada viva por policiais militares. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo juiz juiz Darwin de Souza Pontes.

Em entrevista ao Gazeta Digital, o procurador Rogério Vieira Rodrigues, que integra a Procuradoria Federal Especializada junto à Fundação Nacional do Índio (Funai), explicou que a prisão da indígena foi legal, mas que ela não pode ficar numa cadeia comum junto com outras detentas. Informou ainda que a Procuradoria já trabalha num recurso para pedir a revogação da prisão preventiva.

Investigação e diferentes versões para o caso

O caso segue sob investigação por parte da Polícia Civil que até o momento não detalhou a linha de investigação adotada em relação ao caso. Isso porque existem versões conflitantes repassadas incialmente sobre o caso.

Dentre elas, está a versão de que o enterro da criança, que teria tido o consentimento da mãe da criança, uma adolescente indígena de 15 anos e da avó, que tem 33 anos, foi realizado por uma questão cultural dentro da etnia Kamayurá.

Outras alegações são de que no dia do parto a adolescente jovem sentiu fortes dores (contrações) e foi ao banheiro sozinha, momento em que deu a luz à menina. Ao nascer, a criança teria batido a cabeça no vaso sanitário, ocasionando sangramento. Daí a bisavó entrou em cena cortando o cordão umbilical e enterrando a recé-nascida já que ela não teria chorado levando a indígena a acreditar que estivesse morta.

E seguindo essa versão, foi argumentado pelas envolvidas, que é costume na comunidade indígena enterrar o corpo no quintal, sem acionar os órgãos oficiais.

Outra versão apresentada na delegacia pela avó da criança relata que o pai da menina não iria assumir a criança já que mora em outra aldeia e tem relacionamento com outra índia. E por tal motivo, decidiram enterrar a bebê, pois segundo ela, o costume da etnia Kamayurá não aceita mães solteiras.


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