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Geral
Segunda, 13 de agosto de 2018, 12h56

Transportadora de MT mantém campanha de enfrentamento a violência contra a mulher


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Nesta semana em que a Lei Maria da Penha completa 12 anos, o 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelou que em 2017 o Brasil teve 221.238 registros de violência doméstica, o que significa 606 casos por dia. Em Mato Grosso, onde o cenário não é diferente, a Águia Sul Logística e Transporte desenvolve há quatro anos uma campanha com o propósito de contribuir para a redução desses números aterrorizantes.

 

Eleus Vieira Amorim, diretor geral da empresa, diz que criou a campanha por entender que o setor empresarial deve contribuir para a redução das mazelas que atingem a sociedade e, entre outras campanhas já desenvolvidas pela Águia Sul, achou que deveria criar um projeto para combater a violência contra a mulher. Decidiu, então, adesivar um caminhão com a mensagem da campanha que se transformou em permanente.

 

Em 2017, a Águia Sul se uniu ao Ministério Público Estadual (MPE) para realizar o projeto 'Homens que Agradam não Agridem' idealizado pelo Núcleo de Promotorias Especializadas no Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá.

 

O projeto tem o propósito a conscientização da importância da participação dos homens no combate a violência doméstica por meio da realização de palestras, rodas de conversa, debates e distribuição de cartilhas pelo período de 2 anos. E a Águia Sul foi umas das empresas que abriram as portas para o projeto.

 

A campanha de cidadania e educação tem como busca prestar aos homens de forma preventiva, educativa e reeducativa, informações, específicas sobre gênero, violência doméstica e Lei Maria da Penha. De acordo com a promotora de Justiça e coordenadora do projeto Lindinalva Rodrigues, o intuito é esclarecer, tirar dúvidas e discutir o tema.

 

Anuário

É a primeira vez que o Fórum Brasileiro de Segurança Pública tabula dados sobre feminicídio. De acordo com o anuário, o país bateu novo recorde de assassinatos em 2017, com 63,8 mil mortes.

 

O fórum também contabilizou o número de mulheres vítimas de homicídio no ano passado: 4.539 (aumento de 6,1% em relação a 2016). Desse total, 1.133 foram vítimas de feminicídio.

 

Estupros

O número de estupros cresceu no país no período. Foram 60.018 casos registrados no ano passado, um aumento de 8,4% em relação a 2016.

 

Mato Grosso

Os casos de feminicídio em 2017 aumentaram 55,1% em Mato Grosso em comparação com os crimes registrados em 2016, segundo o 12º Anuário Brasileiro de Segurança. Os números foram compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgados nesta quinta-feira (9).

 

O anuário usa dados das polícias de todos os estados do país e é utilizado como dado oficial, já que o governo federal ainda não tem uma base de informações nacional.

 

Ao todo, o estado registrou 76 casos de feminicídio em 2017. No ano anterior, 49 crimes com esta tipificação.

 

Os números do estudo apontam Mato Grosso como o quarto do país com maior número de crimes de feminicídio.

 

O estado fica atrás apenas de Minas Gerais (145), São Paulo (108), Rio Grande do Sul (83) e empata com o Pernambuco (76). No Brasil, 1.133 mulheres.

 

Feminicídio

O feminicídio é um crime de gênero cometido contra mulheres, quando há violência doméstica e familiar, e menosprezo ou discriminação à condição da mulher. A lei foi incluída no Código Penal como uma modalidade de homicídio qualificado e entrou em vigor no dia 9 de março de 2015.

 


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