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Domingo, 07 de outubro de 2018, 10h54

Rede de jovens indígenas reúne-se no MS para discutir plano de comunicação


Membros da Rede de Juventude Indígena participaram no fim de setembro (de 26 a 29) da reunião no Mato Grosso do Sul. Foto: REJUIND/Jorge Perez

Membros da Rede de Juventude Indígena participaram no fim de setembro (de 26 a 29) da reunião “REJUIND 10 anos: protagonismo e fortalecimento institucional para prosseguir – aprimorar a comunicação institucional para os 10 anos da Rede”. A iniciativa, apoiada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), aconteceu na Aldeia Buriti, onde reside o povo Terena, no Mato Grosso do Sul.

A atividade reuniu 35 pessoas, sendo 20 locais e 15 de outras comunidades indígenas. O objetivo da ação foi, além de promover o intercâmbio entre os colaboradores indígenas que trabalham com comunicação, construir um plano de comunicação da REJUIND para os próximos anos, para registro e aprimoramento das ações desenvolvidas.

Nos dois primeiros dias, aconteceram mesas de discussão sobre temas que refletem a realidade local, bem como intercâmbio entre indígenas no nível internacional, além de debates sobre direitos e cultura.

O trabalho envolveu a população da Aldeia Buriti, incluindo jovens e idosos. Arnaldo Terena, de 15 anos, jovem indígena da aldeia local, ressaltou a relevância do evento para sua comunidade. “A importância da participação da juventude Terena é na continuação do movimento indígena, da nossa cultura enquanto indígena”, disse o jovem.

No dia 28, com participação exclusiva dos colaboradores da Rede, realizou-se a escolha da identidade visual da REJUIND e do layout do site. Além disso, comunicadores responsáveis por captar imagens em vídeo puderam editar os materiais produzidos e participaram de um programa na rádio comunitária da aldeia.

No último dia de encontro (29), alguns colaboradores foram à outra comunidade Terena, chamada Tereré, no município de Sidrolândia (MS). Na ocasião, 15 jovens do povo Terena e alguns Kadiweu se reuniram e trocaram experiências sobre a conjuntura atual dos povos indígenas. O encontro se deu a pedido das lideranças daquela comunidade.

Segundo o jornalista Erisvan Bone Guajajara, a REJUIND é uma ferramenta de aproximação da juventude indígena e potencializa suas capacidades. “Agradeço às lideranças por poder dialogar com a juventude Terena da Aldeia Tereré, e poder compartilhar da conjuntura atual. É importante a participação da juventude no processo de transformação da sociedade brasileira”, disse.

O novo site da Rede de Juventude Indígena estará disponível em breve, após o lançamento oficial. Para Jorge Pérez, do povo Zapoteco, do México, apesar da distância física entre os povos mexicanos e brasileiros, existem muita semelhança entre as comunidades historicamente violadas. Por isso, a juventude precisa seguir em frente.

“Enquanto povos originários, fomos historicamente violados, violados de nossas terras. O recado que deixo para a juventude é que seguimos lutando. Estou muito feliz de conhecer esses espaços, como a rádio comunitária, uma ferramenta para saber e conhecer como os jovens estão ativos e participativos na luta pela defesa da terra”, ressaltou Jorge.

Para a oficial de programa do UNFPA Brasil, Anna Cunha, encontros como esses têm o potencial de permitir articulações-chave e de desenhar, a partir das diferentes vozes e escutas, “questões que a própria rede de jovens considere prioritárias e estratégias para trabalhá-las em seus processos de comunicação e incidência”.

O encontro é a segunda atividade da Rede no âmbito de projeto voltado para o seu fortalecimento institucional, apoiado pelo UNFPA. Busca-se dar continuidade à construção de espaços de diálogo e ampliar a participação de mais jovens indígenas para compor a rede nacional. Com isso, será possível gerar propostas consensuais que reflitam as necessidades e desafios das diversas realidades, promovendo o pleno exercício dos direitos individuais e coletivos.


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