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Quinta, 08 de novembro de 2018, 23h31

Assistência Social amplia cobertura no alerta sobre o trabalho infantil


Prevenir situações de risco social e erradicação do trabalho infantil. Esta é a missão do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) desenvolvido nos quatro Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) de Várzea Grande com serviços socioassistenciais às famílias carentes, crianças e adolescentes atuando na prevenção de riscos e fortalecimento de vínculos. Nesta tarde de quinta-feira (08), o CRAS Santa Maria fez abertura dos trabalhos de conscientização e lazer às crianças e adolescentes atendidos pelas unidades da cidade.

À tarde de prevenção e formação contou com a palestra “Direito de Ser – Trabalho Infantil Precisamos Prevenir", onde dezenas de famílias, crianças e adolescentes foram qualificados acerca do trabalho infantil e seus respectivos malefícios à formação da criança e do adolescente.

O PETI é um trabalho de caráter continuado que tem como intuito fortalecer a função protetiva das famílias, prevenindo a ruptura de vínculos e promovendo o acesso e desfrute de direitos das famílias, além da erradicação do trabalho infantil. “O programa trabalha desde o acolhimento, visitas às famílias e oficinas socioeducativas que debatem sobre determinado tema a cada encontro realizado bimestralmente, pelas técnicas do CRAS”, explica a coordenadora do PETI, Rogina Marques de Arruda.

Conforme a secretária de Assistência Social, Flávia Omar, o programa está contemplado na estrutura atual da política de Assistência Social e se restringe ao atendimento seletivo de crianças e adolescentes em situação de trabalho e precárias condições financeiras, com foco na eliminação das piores formas de trabalho. O Programa atende as famílias vulnerabilizadas pela pobreza e exclusão social.

“Apesar de ser proibido pela Constituição Federal em seu artigo 7º, o trabalho infantil ainda é uma realidade que afronta a vida de diversas crianças e adolescentes no Brasil. Nos últimos 20 anos, obtivemos alguns avanços devido à adoção de políticas públicas voltadas ao seu enfrentamento, mas ainda temos muito a avançar. O trabalho na infância é prejudicial ao desenvolvimento, atrapalha a frequência e o rendimento escolar, submete as crianças ao risco, à exploração sexual e à diversas outras formas de violação de direitos. Além disso, incentiva a reprodução das desigualdades ao negar as possibilidades de escolarização e desenvolvimento dessas crianças que na maior parte dos casos, vivenciam situação de vulnerabilidade social”, explicou a secretária.

A secretária disse que o encontro de prevenção e formação ocorrerá em todos os Centros de Referências de Assistência Social do município, ao todo, totalizam 4 polos. “Agradeço a todos que formam essa rede por participarem tão ativamente dessa luta. E a colaboração pode ser de diversas formas, como denúncias aos órgãos responsáveis, a não contratação de crianças e adolescentes (exceto nas formas previstas na Lei), mudança de condutas que violam direitos, além da orientação e propagação das informações recebidas durante as ações”, disse a secretária.

 


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