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Sábado, 25 de maio de 2019, 01h58

Ciclo ILP - FASEP discute álcool e drogas na adolescência


O consumo de álcool e outras drogas é o principal comportamento de risco dos adolescentes brasileiros. E a adolescência é um período de mudanças significativas no cérebro do jovem e também um momento de instabilidade emocional.

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"Álcool, Drogas e Adolescência" é o tema do Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação de maio. Resultado de uma parceria entre o Instituto do Legislativo Paulista (ILP) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o evento ocorrerá no dia 27 de maio de 2019, das 15h às 17h, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O evento contará com a participação de quatro palestrantes.

A professora Zila Sanchez, do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), defende que os programas de prevenção ao uso de drogas sejam feitos com base em achados científicos. Ela ressalta que as políticas públicas efetivas, baseadas em evidência científica e disseminadas internacionalmente pelos principais órgãos de proteção à saúde, não têm espaço na legislação brasileira.

“A prevenção pode ser realizada por meio de intervenções escolares, familiares e comunitárias ou de políticas públicas de restrição de acesso e de propaganda”, disse.

Entre os programas já existentes, Sanchez enxerga um problema. “Boa parte não apresenta avaliação de efetividade ou, quando avaliada, não demonstra efetividade na redução ou retardo do uso de álcool e outras drogas."
Tatiana Castro Amato, pesquisadora do Departamento de Psicobiologia da Unifesp, propõe pensar no desenvolvimento humano e na redução de riscos como estratégia na educação sobre álcool e outras drogas. Segundo ela, a abordagem educativa de redução de riscos já demonstrou resultados efetivos em outros países, como a queda do consumo, e possui indicadores promissores em estudo brasileiro. “A escola e a família, por exemplo, são espaços potenciais para a educação sobre drogas”, disse. No entanto, as intervenções nesses contextos não conseguem evitar o consumo entre os jovens”, ressalta.

Déficits em funções executivas e alterações cerebrais em adolescentes, as implicações e os desafios para prevenção e tratamento serão temas tratados por Paulo Jannuzzi Cunha, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP). Para ele, o uso precoce de álcool e drogas pode causar danos cerebrais e proporcionar prejuízos que comprometem atenção, capacidade de planejar, organizar e executar atividades e de tomar decisões.
“Estudos de ações envolvendo novas formas de tratamento e de prevenção, além de políticas de restrição e fiscalização mais severas em relação ao consumo crescente e abusivo de álcool e outras substâncias pelos jovens, são urgentes e necessários”, disse.

O pesquisador Gabriel Andreuccetti, do Departamento de Medicina Legal da FM-USP, falará sobre a associação entre o uso de drogas e a violência entre jovens, com destaque para os acidentes de trânsito. Serão apresentados alguns estudos nacionais e resultados de pesquisas que ele e seu grupo desenvolveram por mais de uma década.

Andreuccetti também pretende expor os principais desafios no controle do uso de substâncias psicoativas entre os jovens no Brasil e mostrar como exemplos baseados em evidências usados por outros países podem ajudar a guiar os profissionais de segurança pública e de saúde que trabalham na área.
Edições do ciclo são realizadas mensalmente, com o objetivo de promover eventos de divulgação científica voltados à sociedade, legisladores, gestores públicos e outros interessados.


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