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Justiça e Direito
Terça, 04 de abril de 2017, 11h47

Cemulher visita Casa de Amparo e planeja ações


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A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher) visitou a Casa de Amparo às mulheres vítimas de violência doméstica e agressões na última sexta-feira (31 de março). O objetivo da visita foi averiguar a situação da casa, que passará por reformas e melhorias sob a condução da comissão.

Pintura velha, infiltrações, grades enferrujadas, pouca ventilação e espaços inutilizados por conta do mato foram alguns dos problemas constatados na visita realizada por autoridades do Tribunal de Justiça, prefeitura de Cuiabá, Defensoria Pública, Ministério Público e governo do Estado.

A desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves Rodrigues, coordenadora da Cemulher, avaliou que a casa possui problemas estruturais, pois foi inaugurada em 2002 e nunca passou por uma grande reforma, mas já vislumbrou várias soluções para garantir mais dignidade e conforto às mulheres e crianças hospedadas na casa.

“Nós vimos ali uma parte ociosa do terreno onde pode ser feita uma horta, a área de lazer para as crianças precisa ser reformada. Queremos fazer essa reforma para que a pessoa que venha para cá se sinta acolhida, com conforto, tenha uma assistência psicológica e ocupacional e fazer com que esse lugar tenha vida”, pontuou.

Dentre as ações imediatas da Cemulher para arrecadar recursos para a reforma, será promovido um chá beneficente na Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam) no dia 24 de maio. Além disso, foi planejado um bazar a ser realizado no Tribunal de Justiça.

O juiz Jamilson Haddad Campos também integra a Cemulher como titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher de Cuiabá. Para ele, Mato Grosso pode se tornar uma referência em termos de políticas públicas de combate à violência contra a mulher. “A desembargadora Antônia está com muita boa vontade à frente da comissão e tenho certeza que vamos unir as instituições para fazer Mato Grosso uma referência no combate à violência. Temos todos os fatores propícios. Aqui é uma extensão do lar daquelas que não encontram paz em casa. Precisamos agir porque o sofrimento dessas mulheres reflete nas crianças que são o futuro da sociedade”, explicou o magistrado.

A secretária municipal de Assistência Social, Singlair Ciekalski de Musis, afirmou que o município não possui recursos financeiros para reformar a Casa de Amparo, mas isso não será impedimento para transformar o local e melhorar o serviço público. “Temos recebido uma enorme ajuda de todos os poderes. Nós vamos transformar essa Casa de Amparo em um lar. Isso aqui é uma prisão e quem tinha que estar preso é o agressor. Infelizmente a mulher fica presa para se proteger. Já que ela está em uma condição tão prejudicada e humilhada, temos que dar dignidade a esse lugar”, destacou. 


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