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Justiça e Direito
Terça, 16 de maio de 2017, 17h37

FAB alerta para risco de balões no espaço aéreo


A Força Aérea Brasileira (FAB) executa ações que visam minimizar os problemas causados pela soltura de balões de ar quente não tripulados. A prática coloca em risco as aeronaves, dificulta - ou mesmo inviabiliza - a navegação aérea e pode ser enquadrada como crime.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da FAB mantém o programa de Risco Baloeiro, criado com a finalidade de coletar informações sobre eventos envolvendo balões.

“A ferramenta gera um banco de dados das ocorrências de maneira a direcionar as ações de prevenção e divulgação para as regiões mais afetadas do País”, explica o Coronel Antônio Heleno da Silva Filho, assessor de gerenciamento do programa.

Esforço conjunto

Além disso, a FAB também promove ações de conscientização. As atividades de prevenção contam com a participação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), Secretaria de Aviação Civil (SAC), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), indústria do setor aeroespacial, entidades do Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA), empresas e operadores aeronáuticos.

“Trabalhamos com palestras e atividades educativas por todo o País e temos publicações, principalmente destinadas ao público infantil, para criar na criança uma mentalidade de segurança que será disseminada em toda a família”, complementa Heleno.

O Decea também faz parte de um grupo específico criado na Secretaria da Aviação Civil para lidar com o problema dos balões. O Chefe do Subdepartamento de Operações do departamento, Brigadeiro Luiz Ricardo de Souza Nascimento, explica quais são os procedimentos adotados quando um balão é avistado.

“A primeira ação é notificar todos os operadores na vizinhança do avistamento do balão. Os pilotos são avisados por meio do Atis [Automatic Terminal Information Service], uma mensagem periódica gravada informando sobre as condições do aeroporto e suas proximidades”, afirma. “Como esses balões não podem ser detectados pelos nossos radares, a informação do ATIS é importante, pois eleva o nível de alerta do piloto”, completa.

Soltar balões é uma prática que pode ser enquadrada como crime, conforme estabelecido no art. 261 do Código Penal, por colocar em risco as aeronaves e o espaço aéreo brasileiro. 


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